Mulher de Potifar

A mulher de Potifar
Mara Bueno Consani

Seu caráter:
Esposa de um egípcio próspero e influente, era infiel e vingativa, pronta para mentir a fim de proteger-se e para arruinar um homem inocente.

Seu sofrimento:
Ser rejeitada por um escravo.

Textos-chave:
Gênesis 39

SUA HISTÓRIA
Não sabemos sequer seu nome. Ela é apenas apresentada como a mulher mimada de um rico oficial egípcio, uma Cleópatra em miniatura, decidida a utilizar seus encantos para seduzir o belo escravo hebreu, José.
Aos 17 anos, seus meio-irmãos, filhos de Lia, haviam vendido José como escravo. Filho favorito de Raquel e de Jacó, José parece ter conseguido, involuntariamente, a inimizade dos irmãos , chegando até a relatar um sonho predizendo que ele, o filho mais novo, reinaria um dia sobre eles. Invejosos, os irmãos simularam a morte de José e o venderam desdenhosamente a comerciantes midianitas a caminho do Egito.
Ali chegando, Potifar, capitão dos executores do faraó, comprou o jovem escravo e confiou-lhe gradualmente a responsabilidade de cuidado de toda a sua casa. Mesmo no exílio, tudo o que José tocava prosperava, como Potifar sem dúvida logo notou.
O capitão da guarda não era, porém, o único egípcio impressionado com José. Sua mulher também o notara. Deixando a sutileza de lado, ela tornou claro seu desejo, convidando José para compartilhar seu leito.
O jovem escravo deve ter surpreendido a rica senhora com sua firme recusa:
- Ele não é mais do que eu nesta casa e nenhuma cousa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher: como, pois cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus? (Gn 39.9)
A partir daquele dia, José fez o possível para evitá-la. Mas não tendo muito mais o que fazer para ocupar seu tempo e atenção, a mulher de Potifar simplesmente aguardou a próxima oportunidade, que apareceu quando José entrou na casa, certo dia, para cumprir seus deveres. A sós com ele, agarrou-o pela capa e sussurrou novamente:
- Venha deitar-se comigo!
José, porém, não se deixou convencer e fugiu dela, deixando sua pretensa sedutora sozinha com seu desejo, tendo agarrado, furiosa, a capa dele em seus dedos.
Por temer, talvez, que José contasse a Potifar o acontecido, ela não perdeu tempo em acusá-lo de tentativa de estupro. Quando o marido soube disso, perdeu a calma e enviou imediatamente seu servo favorito para a prisão.
A história de José e de como Deus o abençoou até na cela em que estava preso, capacitando-o a se tornar governante da nação em que entrara como escravo é familiar a todas nós. Mas não temos mais informação alguma sobre a mulher de Potifar. O que aconteceu com ela? O marido suspeitou de sua falsidade? Foi por isso que simplesmente confinou José à prisão, em vez de executá-lo, como tinha todo o direito de fazer? Comparada a José, a mulher de Potifar, protagonista desta história, é uma mulher vazia, cuja alma decaía cada vez mais mediante o poder corrosivo da lascívia e do ódio. Cercada de luxo, ela era espiritualmente pobre. Vazia de Deus, estava cheia de si mesma.

SUA VIDA E SUA ÉPOCA
A vida no Egito
No mundo antigo, o Egito era considerado o celeiro do mundo. O Rio Nilo transbordava regularmente, depositando umidade e sedimentos que tornavam o solo fértil ao longo de seu vale – lugar prefeito para o crescimento de fartas colheitas. O solo fértil, porém, só era encontrado onde as águas do Nilo chegavam, numa divisão tão pronunciada que era possível ficar, literalmente, com um pé no solo produtivo e outro na areia.
Sempre que a fome atingia outras regiões do Oriente Médio, os habitantes famintos corriam para buscar alimentos no Egito: “Havia fome naquela terra; desceu, pois Abrão ao Egito, para aí ficar, porquanto era grande a fome na terra” (Gn 12.10). “Sabedor Jacó de que havia mantimento no Egito, disse a seus filhos: Por que estais aí a olhar uns para os outros? E ajuntou: Tenho ouvido que há cereais no Egito; descei até lá e comprai-nos deles, para que vivamos e não morramos” (Gn 42.1-2).
Além de servir como celeiro de alimentos, havia no Egito muitos projetos arquitetônicos impressionantes. Alguns dos faraós construíram tumbas enormes, nas quais eles e suas famílias seriam introduzidos à vida do além. Os egípcios acreditavam que seu corpo era a casa eterna da alma; portanto, adotaram a mumificação a fim de preservar de tal maneira o corpo dos mortos que muitos existem até hoje.
Os projetos arquitetônicos dos egípcios eram completados a um custo humano tremendo. Os faraós egípcios forçaram os hebreus à escravidão, usando-os para completar seus templos e túmulos. A opressão dos hebreus teve lugar, provavelmente, durante 19º. Dinastia do Egito, sob o faraó Ramsés. Os funcionários daquela época deixaram registros do número de tijolos fabricados a cada dia, assim como as queixas sobre a escassez de palha para os tijolos.
Os templos e tumbas estavam cheios de acessórios de ébano e marfim, de vasos elegantes e de ferramentas de cobre, assim como de jóias de ouro e de ornamentos. Artesãos esculpiam lindas cenas da vida diária nas paredes das tumbas, a fim de prover consolo para quem se achava ali enterrado.
Como esposa de um oficial egípcio de nível elevado, a mulher de Potifar tinha, provavelmente, uma vida de relativo conforto e prosperidade. Segundo a história de Gênesis 39, a casa e os negócios de Potifar prosperaram por causa da influência de José, e “o Senhor abençoou a casa do egípcio por amor de José; a benção do Senhor estava sobre tudo o que tinham, tanto em casa como no campo” (Gn 39.5).
A história da sedução e do desejo é tão antiga quanto o mundo. As escrituras não registram se José achou a mulher de Potifar atraente e desejável. Esse detalhe poderia ser considerado supérfluo, desde que a rejeitou porque “não podia fazer tamanha maldade e pecado contra Deus”. A mulher egípcia, mais velha, e seus desejos oferecem um impressionante pano de fundo para a pureza de José, tornando sua escolha de andar pelo caminho reto ainda mais evidenciada e bela.


SEU LEGADO NAS ESCRITURAS

Leia Gênesis 39.6-7
51. Que traço de caráter faltava na mulher de Potifar? Por que você acha que ela se sentiu atraída por José, além do fato de ele ser “formoso de porte e de aparência?
52. Como a mulher de Potifar, o que você gostaria de ter que não possui? Seria algo que não deve ter? Caso positivo, peça a Deus que a ajude a arrancar isso do seu coração.

Leia Gênesis 39.9
53. Onde você acha que José obteve seu conhecimento do que era certo e errado e sua capacidade para rejeitar o pecado? Como você pensa que seria a vida de José se ele tivesse cedido à mulher de Potifar?
54. Que herança o pecado ou uma rejeição do pecado deixaram em sua vida?

Leia Gênesis 39.10
55. Por que você acha que José evitou o contato com a mulher de Potifar? Contraste como esses dois personagens responderam a tentação.
56. Se uma tentação de certo tipo insiste em entrar na sua vida, como você reage?

Leia Gênesis 39.16-17
57. A história que a mulher de Potifar contou ao marido era apenas uma farsa, uma invenção. Descreva quais deveriam ter sido, em sua opinião, os sentimentos de José ao ouvir essa “história”.
58. Como a mulher de Potifar, você já acusou alguém injustamente? Quais foram as circunstâncias? Como você lidou com o pecado, nesse caso, e corrigiu o erro?

SEU LEGADO DE ORAÇÃO

Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. (Sl 51.10).

Medite
Gênesis 39

Louve a Deus
Por que Ele não só mostra o que é certo, como também nos dá forças para resistir a tentação.

Agradeça
Por Ele nos convidar a desfrutar de um relacionamento íntimo com Ele, em vez dos prazeres vazios que este mundo oferece.

Confesse
Qualquer tendência para envolver-se. Emocional ou fisicamente, num relacionamento extraconjugal ou qualquer tendência para cobiçar o que não lhe pertence.

Peça a Deus
Que ajude você a quebrar o hábito de fantasiar sobre os relacionamentos que desejaria ter.

Eleve o coração
Sabemos o que aconteceu com José depois de ter sido acusado falsamente, mas não sabemos nada sobre a mulher de Potifar. Tire um momento para meditar nas terríveis conseqüências a que uma pessoa se submete por dar vazão a sua carnalidade. Como um pecado leva a outro, quando a pessoa percebe, ela está envolvida em um tremendo emaranhado de problemas, para os quais, muitas vezes, não resta saída, senão com um sincero arrependimento e a intervenção divina. Rejeite terminantemente essa situação em sua vida e, se você conhece alguém que esteja numa situação semelhante, você poder oferecer-lhe aconselhamento e ajuda.


Oração
“Senhor, não quero que minha alma se alimente de prazeres vazios, ou anseie por algo que pertence a outrem. Em vez disso, aumenta meu desejo por ei servir e cria em mim um coração puro, um coração que acharás irresistivelmente belo.

Tamar

TAMAR (Nora de Judá)
Mara Bueno Consani

(Seu nome significa “tamareira” ou “palmeira”)

Seu caráter:
Impelida por uma necessidade esmagadora, sacrificou sua reputação e quase perdeu a vida para alcançar seus objetivos.

Seu sofrimento:
Os homens em sua vida falharam no cumprimento de suas responsabilidades, deixando-a viúva e sem filhos.

Sua alegria:
Que seu comportamento ousado não resultasse em ruína, mas no cumprimento de sua esperança de ter filhos.

Textos-chave:
Gênesis 38 / Mateus 1.3

SUA HISTÓRIA
As genealogias não são uma leitura muito convidativa. Você talvez as receba com um bocejo, ou passe inteiramente por cima delas quando lê a Bíblia. Mas até mesmo longas listas de nomes enigmáticos podem revelar interessantes visões do misterioso plano de Deus. É assim que as Escrituras funcionam, expondo riquezas ocultas a cada página.
Veja, por exemplo, a genealogia no primeiro capítulo de Mateus. Ele alista um total de 41 ancestrais de Jesus do sexo masculino, a começar de Abraão, e cinco ancestrais femininas, três das quais (Tamar, Raabe e Bate-Seba) com histórias recheadas de detalhes desagradáveis, como incesto, prostituição, fornicação e assassinato.
Jesus, o Filho perfeito do Pai perfeito, tinha em sua árvore genealógica vários ramos imperfeitos e um número suficiente de personagens pitorescos para povoar um romance moderno. A simples menção de mulheres em sua genealogia já é surpreendente, e mais ainda o fato de que quatro das cinco ali citadas engravidaram fora do casamento. Além disso, quatro dessas mulheres eram estrangeiras e não israelitas.
Tamar estava incluída em ambas as categorias. Seu sogro, Judá (filho de Jacó e Lia), havia arranjado para que ela se casasse com seu primogênito, Er, meio cananita e meio hebreu. Er era um homem perverso, a quem Deus matou por causa dos seus pecados. Isso é tudo o que sabemos dele.
Depois de Er vinha Onã, o segundo filho de Judá. Como era costume na época, Judá deu Onã a viúva Tamar, instruindo-o para dormir com ela para que pudesse ter filhos, os quais continuariam a linhagem de Er. Mas Onã era esperto demais e buscava apenas seus próprios interesses. Ele dormia com Tamar, mas derramava seu sêmen no chão, assegurando, assim, que ela continuasse sem filhos. Desse modo, não ficaria sobrecarregado de responsabilidade com crianças que continuariam a linhagem do irmão, não a sua. Deus, porém, notou isso e Onã também morreu por causa da sua perversidade.
Assim, Judá já perdera dois filhos para Tamar. Deveria arriscar um terceiro? Selá era o único filho que lhe restava, e ainda não tinha chegado a idade adulta. A fim de acalmar a nora, Judá aconselhou-a a voltar para a casa do pai e a viver como viúva até que Selá pudesse casar-se. O tempo passou e Tamar continuava vestida em roupas de viuvez.
Depois que a mulher de Judá morreu, ele viajou, certo dia, para Timna, a fim de tosar suas ovelhas. Ao saber da viagem do sogro, Tamar decidiu agir de maneira dramática e desesperada. Se Judá não queria dar seu filho mais moço em casamento, ela faria o possível para propagar o nome da família a seu modo. Tirando as roupas de viúva, disfarçou-se colocando um véu, como se fosse uma prostituta, e sentou-se ao lado da estrada para Timna. Judá dormiu com ela e lhe deu seu anel de sinete e seu cordão, juntamente com seu cajado, como penhor de pagamento futuro.
Cerca de três meses mais tarde, Judá soube que Tamar estava grávida, mas não tinha idéia de que ele fosse o responsável pela condição dela. Furioso porque a nora havia se prostituído, ordenou que fosse apedrejada até a morte. Antes de a sentença ser executada, Tamar enviou-lhe, porém, uma mensagem chocante: “Do homem de quem são estas coisas concebi. Reconhece de quem é este selo, e este cordão, e este cajado (Gn 38.25).
O homem, que tão rapidamente julgara Tamar sem se importar com o encontro secreto que teve com uma prostituta, foi pego de surpresa. Para seu crédito, contou a verdade, dizendo:
- Mais justa é ela do que eu, porquanto não a dei a Selá, meu filho.
Seis meses mais tarde, Tamar deu à luz gêmeos. Mais uma vez, como acontecera com Jacó e Esaú, os gêmeos lutavam em seu ventre. Uma pequenina mão saiu e depois desapareceu, mas não antes de ser amarrada com um fio vermelho pela parteira. A seguir, surgiu um corpinho escorregadio, mas sem o fio escarlate. Eles chamaram o primeiro menino de Perez (que significa “abrindo caminho”). A seguir, o que tinha o fio vermelho nasceu, e o chamaram de Zera (que significa “escarlate”). Perez foi reconhecido como primogênito. De sua descendência viria o Rei Davi e, finalmente, centenas de anos mais tarde, Jesus de Nazaré.
Judá mostrara pouco interesse pela continuação da sua linhagem. Em vez disso, Deus usou uma mulher, envergonhada por não ter filhos e decidida a tê-los, a fim de assegurar que a tribo de Judá não só sobrevivesse, como também viesse um dia a gerar o Messias.

SUA VIDA E SUA ÉPOCA
Prostituição
Por mais abominável que seja para nós, a prostituição era, na verdade, uma espécie de adoração no Oriente Próximo da antiguidade. Os povos pagãos frequentemente acreditavam que os deuses da fertilidade concediam bênçãos para aqueles que praticavam a prostituição cultual. Os sacrifícios e pagamento pelo uso de uma prostituta cultual representavam grandes somas de dinheiro para os cofres da divindade adorada. O intercurso sexual, em si, simboliza a fertilidade esperada e a abundância da colheita.
Judá, um viúvo que só recentemente fora “consolado” da sua tristeza (Gn 38,12), viajou ara Timna na época da tosa pra ver como suas ovelhas estavam sendo tosquiadas. É possível que, ao ver Tamar, tenha pensado que ela fosse uma prostituta do santuário e teve intercurso com ela para garantir uma boa quantidade de lã. Isso não justifica, de forma alguma, o ato de Judá, mas lança alguma luz sobre seus possíveis motivos.
As prostitutas do santuário mantinham-se cobertas por espessos véus antes e depois do intercurso sexual, numa tentativa de criar a ilusão de que o participante estava praticando o ato sexual com a própria deusa. Essa prática favoreceu Tamar, dando-lhe o disfarce perfeito para que seu sogro jamais a reconhecesse.
A prostituição é uma imagem usada muitas vezes pelos profetas bíblicos para descrever a desobediência de Israel e sua tendência de seguir falsos deuses. Eles consideravam Deus como marido de Israel, seu guardião e seu verdadeiro amor. Sempre que os israelitas se afastavam do Deus verdadeiro adorando deuses falsos, eles se “prostituíam”. Essa é uma ilustração bem forte, mas correta, do afastamento do Deus que os amava sinceramente e que estava disposto a cuidar deles e vigiá-los, bastando que permanecessem leais ao Senhor.
A história de Tamar toma-nos de surpresa e causa certa repulsa. Recuamos diante dos sórdidos detalhes da prostituição e encontramos pouca inspiração nisso. Todavia, histórias como a de Tamar é que tornam a Bíblia tão digna de crédito. Quem inventaria tal coisa e depois a registraria, não só como narrativa histórica, mas também como evento da vida de alguém pertencente a linhagem do Messias? Só o Deus das eternas surpresas. O Deus que toma os desajustados, os desesperados e os profanos usando-os em seus eternos e santos propósitos.


SEU LEGADO NAS ESCRITURAS

Leia Gênesis 38.1-10
41. Era esperado que Onã tivesse filhos para continuar a descendência de seu irmão Er por meio de Tamar. Esse é o mesmo procedimento que o do “parente resgatador”, que encontramos no livro de Rute. O parente mais próximo deveria ter um filho para continuar a linhagem do marido falecido. Embora isso pareça ofensivo para nós hoje, qual você acha que foi o propósito de Deus ao decretar tal prática?

Leia Gênesis 38.11-19
42. Nenhum dos homens na vida de Tamar cumpriu com suas responsabilidades para com ela, inclusive o sogro Judá. Descreva como, em sua opinião, Tamar deve ter se sentido no decorrer de todos esses eventos. Zangada? Ignorada? Desonrada? Desprezada? Envergonhada?
43. Por que Tamar estava tão desesperada para ter um filho?
44. Você, ou alguém que conhece, deseja intensamente ter filhos? Como os problemas da esterilidade hoje se comparam com o que as mulheres do passado suportavam em seus dias?

Leia Gênesis 38.20-24
45. Qual você acha que foi a reação de Judá à notícia da gravidez de Tamar? Não seria falsidade da parte dele condenar a atitude ela, mas não a sua própria?
46. Esses padrões de dois pesos e duas medidas ainda existem hoje? Como? São tão comuns como eram no tempo passado?

Leia Gênesis 38.25-30
47. Considerando o que Tamar fez, ao oferecer-se disfarçada de prostituta ao sogro, as palavras dele, no versículo 26, a surpreendem? Por quê? Explique o que Judá queria dizer com essas palavras.
48. A história de Tamar é difícil de entender. Não existe um jeito simples de conciliar seus atos com nossos conceitos atuais. Por que uma história assim foi incluída nas Escrituras inspiradas?

Leia Mateus 1.3
49. O que a inclusão de Tamar na linhagem de Cristo mostra a você sobre o poder de Deus para extrair o bem mesmo de eventos trágicos?
50. Como Deus trouxe o bem a partir de más experiências vivenciadas por você ou por alguém que você conhece?



SUA PROMESSA

A história de Gênesis 38 não revela nada a respeito do conhecimento de Tamar sobre a mão de Deus nos acontecimentos de sua vida. É muito provável que ignorasse completamente o poder de Deus em operação. Mas o Senhor estava, não obstante, trabalhando, produzindo o bem em meio à tragédia e abençoando, apesar de todos aqueles eventos menos do que dignos.
Essa é a beleza desta história. O poder de Deus para produzir coisas positivas a partir de situações negativas, e até pecaminosas, ainda atua hoje como na época de Tamar. Talvez não dê para perceber isso hoje nem amanhã – ou talvez nunca -, mas podemos confiar no Deus que amamos para fazer o que mais gosta : abençoar-nos apesar de nós mesmas.

Promessas nas Escrituras

Nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o Senhor, vosso Deus; todas vos sobrevieram, nem uma delas falhou. (Js 23.14)

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. (Rm 8.28)

O teu caminho, ó Deus, é de santidade. Que deus é tão grande como o nosso Deus? (Sl 77.13)


SEU LEGADO DE ORAÇÃO

Judá gerou de Tamar a Perez e a Zerá. (Da genealogia de Cristo em Mateus 1.3)

Medite
Gênesis 38

Louve a Deus
Por ter permitido que seu Filho se associasse intimamente com os seres humanos decaídos, de quem descendia.

Agradeça
Pelo fato de Deus usar circunstâncias não favoráveis para produzir bons resultados.

Confesse
Qualquer tendência que você tenha de julgar outros usando dupla medida, como Judá fez com Tamar.

Peça a Deus
Que tire qualquer aflição que esteja sentindo e que a substitua por esperança, lembrando o texto de Jeremias 29.11: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais.”

Eleve o coração
Se você nunca desenhou sua árvore genealógica, faça um esforço para traçar sua linhagem, retrocedendo pelo menos quatro ou cinco gerações – mais até se tiver tempo e energia. Peça a parentes mais velhos que forneçam o máximo de informação sobre seus ancestrais. Dê atenção especial às mulheres de sua árvore genealógica. Tome nota sobre tudo o que descobrir. Poderá descobrir, assim, alguns detalhes fascinantes sobre a procedência da sua família.
Oração
“Senhor, tu me formaste no ventre da minha mãe. Sabias, então, como iria ser cada dia da minha vida. Vistes as grandes coisas e as dificuldades, a alegria e a tristeza. Neste momento, apresento diante de ti uma situação (ou lembrança) com a qual ainda não me reconciliei. Quando tiver de olhar para as circunstâncias penosas, ajuda-me a compreender que estavas presente mesmo em meio a elas. Entrego-as agora a ti. Ajuda-me a sentir a tua presença confortadora em minha vida.

Lia

Lia - A Beleza Que Emergiu De Um Espírito Manso E Gentil
Valdenira Nunes de Menezes Silva

"O espírito do Senhor está sobre mim; porque o Senhor me ungiu... A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado..." (Isaías 61:1-3) [grifo meu].

"Vendo, pois, o Senhor que Lia era desprezada, abriu a sua madre." (Gênesis 29:31a)

Lia era uma mulher linda de coração mas não tinha nenhuma beleza exterior. A Bíblia nos diz que ela tinha os olhos baços e, além de tudo isso, o seu nome significava "fraqueza".
Mas o Deus de Lia, que também é o meu Deus e Senhor, abençoou tanto a sua vida que, ainda hoje, ela brilha como uma estrela numa noite escura. A estrela de Lia brilha no céu de Deus, brilha como a prata quando já está purificada.
O processo de purificação da vida de Lia, uma das fiéis servas do Senhor, teve início no dia do seu casamento. Mas o Senhor estava no controle de tudo. Ele, como é um Deus onisciente, conhecia Lia e já tinha um plano para a sua vida. Os personagens envolvidos neste plano de Deus eram:

1. Labão - pai de Lia e de sua irmã Raquel - era um homem sem princípios, materialista e interesseiro. Já tendo exigido de Jacó trabalhar sete anos para poder se casar com sua filha Raquel, ele o traiu, no dia do casamento, substituindo Raquel por Lia, a sua filha mais velha.

2. Jacó - primo de Lia e Raquel - veio para a cidade onde elas moravam para procurar uma esposa.

3. Raquel - filha mais nova e Labão - encontrou-se pela primeira vez com Jacó à beira do poço da cidade e ambos se apaixonaram.

4. Lia - filha mais velha e feiosa de Labão - foi, provavelmente, obrigada pelo pai a casar-se com Jacó, enganando-a e fazendo com que ele (Jacó) a rejeitasse por toda a sua vida.

Vamos, pouco a pouco, vendo como o Senhor refinava Lia e como ela, apesar de tanto sofrimento, era uma notável e fiel serva do Senhor.
Vamos também descobrir, como diz Isaías 61, como o Senhor no Seu imenso e infinito amor transforma cinzas em glória, tristeza em gozo e espírito angustiado em vestes de louvor.
Poderíamos mostrar, bem claramente, este quadro na vida de Lia:

CINZAS ___ __ _______ GLÓRIA
* Ela tinha olhos baços e defeituosos. Mesmo assim Deus lhe deu um marido.
* Ela era estéril. Deus abriu a sua madre e lhe deu seis filhos e uma filha.
* Raquel a humilhou e era amada por Jacó. Ela foi a esposa legítima de Jacó.


Minha irmã, não fique prostrada por causa de tribulações, tristeza ou amargura que você guarda em seu coração mas entregue as cinzas da sua vida nas mãos do Senhor e espere o tempo dEle. Você as verá transformadas em glória, em gozo e louvor ao Senhor.

Gênesis 29:31 nos diz que "... Lia era desprezada."
Ela sofria porque tinha um pai sem princípios e enganador, tinha uma irmã que a desprezava e uma marido que não a amava.
O seu sofrimento aumentou quando Raquel casou-se com seu esposo Jacó.
Existe maior sofrimento do que este?
Será que Deus não estava vendo a sua aflição?
A Bíblia nos diz que o Senhor não só viu que Lia estava sendo desprezada por seu marido como Ele decidiu fazê-la feliz apesar dos problemas: Ele "...abriu a sua madre."
Lia, agora, era a esposa fértil de Jacó, porém Raquel, era a esposa estéril.

Nós aprendemos, através desta decisão do Senhor, que Ele purifica... purifica... purifica e quando Ele percebe que nos quebrantamos e estamos em plena comunhão com Ele, então recebemos o nosso prêmio, o nosso galardão.

O Salmo 37:7 é para mim um lenitivo para a minha alma. Ele me diz que devo descansar e repousar no Senhor. E eu sei que não existe neste mundo um lugar mais doce, mais tranqüilo e mais cheio de amor do que os braços do meu Senhor e Salvador Jesus Cristo. Então, devo repousar no Senhor porque é Ele mesmo que me diz:
"Descansa no Senhor, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos." (Salmo 37:7)

Devo repousar no Senhor porque é Ele que também me diz:
"Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração." (Salmo 37:4)

Devo, finalmente, repousar no Senhor porque Ele me diz:
"Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará." (Salmo 37:5)

Lia, depois do casamento de Jacó com Raquel, teve que dividir o seu marido com a irmã. E além desta sua aflição, ela sofria ainda mais sabendo que ele "...amava mais a Raquel..." e que ela era desprezada por ele.
Mas Deus estava no controle de tudo e ela se esforçava para repousar nos Seus braços.
Para alegria e conforto de sua alma, ela, finalmente, deu à luz um menino cujo nome, Rúben, significava: "Vejam, um filho!" E ela feliz e regozijando disse:
"Porque o Senhor atendeu à minha aflição, por isso agora me amará o meu esposo." (Gênesis 29:32b)
Sabemos que Jacó jamais a amou mas sabemos também que Rubén foi a prova do amor misericordioso de Deus na vida de Lia. Jacó não a amava mas o Senhor a amava e isto ela sabia.

Além de Rúben, lia teve um outro filho porque o Senhor ouviu suas orações. Ele deu à luz a Simeão que foi a resposta de uma oração feita por ela em seus momentos de angústia.

E você, minha irmã, está orando, está levando até o trono do Senhor os seus problemas, preocupações e aflições? Prostre-se aos pés da cruz e lance sobre o Senhor tudo que a está angustiando e Ele a sustentará, a amparará e tirará cada espinho que a está ferindo.
Olhe para o Senhor, agora, e diga:

"Ó Pai, tem misericórdia da minha vida! Cuida de mim e dos meus problemas! Acode-me nestes momentos de aflição e tristeza! Muda meu coração e minha atitude diante daqueles que estão contra mim! Faze-me entender que estou sendo purificada como a prata! Dá-me forças para que eu passe vitoriosa por este processo de purificação que estás usando em minha vida!
Ajuda-me a mudá-la para que outros possam Te ver através dela. Amém!"

A alegria de Lia foi poder ter dado a Jacó seis filhos e uma filha e saber que o Senhor estava com ela em todos os momentos de sua vida.

Minha irmã, não tema se você estiver passando "pelo vale da sombra e da morte", por momentos de aflição, angústia e tribulação. Pense assim no seu coração: "Sei que estou atravessando este caminho pedregoso porque o Senhor está me refinando como a prata. Tudo isto é apenas um empurrãozinho que o Senhor está me dando para que eu cresça em Seus caminhos e aumente a minha fé."

De uma coisa estou certa:

1) Deus me faz passar por provações mas eu sei que Ele me ama e sempre está junto a mim;
2) Deus me faz passar por tribulações mas Ele me torna forte, bem alimentada e me sustenta com o Seu amor e fidelidade;
3) Deus me faz passar por sofrimentos mas me deixa repousar em Seus braços e no Seu amor me dando a Sua paz;
4) Deus me faz passar por dores, tristezas e provações, me refinando como a prata mas me transforma em uma estrela cintilante, brilhando por onde eu passar e refletindo o amor de Deus não só por mim mas por toda a humanidade quando enviou o Seu Filho Jesus para morrer no seu e no meu lugar e nos dar a vida eterna na nossa mansão celestial.

LIA
Mara Bueno Consani

(Seu nome pode significar “impaciente” ou “vaca selvagem”.)


SEU CARÁTER : Capaz de ter amor forte e duradouro, era mãe e esposa fiel. Manipulada pelo pai, passou a invejar a irmã, com quem, ao que parece, nunca se reconciliou.

SEU SOFRIMENTO : Não possuir a beleza da irmã e o seu amor pelo marido ser unilateral.

SUA ALEGRIA : Ter dado a Jacó seis filhos e uma filha.

TEXTOS-CHAVE: Gênesis 29 a 35; Rute 4.11

SUA HISTÓRIA
Sepultamos minha irmã Raquel hoje, mas ela continua viva. Vejo sinais dela no coração partido de Jacó, nos olhos escuros de José, no choro alto do pequeno Benjamim, seus filhos favoritos. Os filhos de Raquel. Posso ouvir minha bela e decidida irmã chorando pelos filhos que poderia ter tido, recusando-se obstinadamente a ser consolada. Todavia, quem nota minhas lágrimas? Mesmo que inundassem o deserto, ninguém as notaria.
Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom, Diná e também Gade e Aser, concebidos por minha criada: são esses os filhos que Deus me deu e que dei ao meu amado Jacó. Mesmo assim, ela a ama mais do que a mim. Ainda que meu marido e eu vivamos mais cem anos, nunca serei sua única esposa.
Ao contrário do que Lia podia ter sentido, Deus tinha notado seu sofrimento. Sabendo muito bem que o coração de Jacó era muito pequeno para conter Raquel e Lia ao mesmo tempo, tornou Lia mãe, não uma vez, mas sete, aumentando sua influência na casa de Jacó.
Com o nascimento de cada filho, a infeliz Lia esperava obter o afeto do marido, mas sua frustração era cada vez maior. Ela parecia sentir que a velha maldição se concretizava: “O teu desejo será para o teu marido, e ele te governará” (Gn 3:16).
Jacó, talvez se ressentisse, ainda, por Lia tê-lo enganado na noite de núpcias, disfarçando-se como sua amada Raquel. O amor de Lia teria sido, certamente, apaixonado o suficiente para iludi-lo até o raiar do dia. Sentia-se ao mesmo tempo, alegre e culpada pelo que fizera, embora, para dizer a verdade, tivesse pouca chance de desobedecer ao pai, Labão, nesse assunto. Lia agradecia a Deus todos os dias por lhe permitir que concebesse os filhos de Jacó, embora filhos sempre causem à mãe um sofrimento.
Diná, sua única filha, foi estuprada por um príncipe local na volta deles à terra de Jacó. Lia tinha dificuldade para consolá-la. Para piorar as coisas, dois dos filhos de Lia, Levi e Simeão, vingaram a irmã assassinando selvagemente uma cidade inteira. A seguir, Rúben, cai em desgraça por ter dormido com Bila, concubina do pai.
Deus não prometera protegê-los se voltassem àquela terra da promessa? Por que essas coisas estavam acontecendo? Lia refletiu. Deus cuidara mesmo deles quando encontraram Esaú e seus quatrocentos homens. Mas a alegria de Lia ao presenciar o reencontro amigável dos dois homens foi logo ofuscada por sua tristeza em saber que era a esposa menos amada. Jacó deixara isso claro ao colocar Raquel e seus filhos em último lugar na longa caravana, dando a eles mais facilidade para escapar, caso Esaú se mostrasse violento.
O amor de Jacó, porém, não pode impedir Raquel de morrer no parto. Lia, não Raquel, estava destinada a ser sua primeira e última mulher. Ao lado do marido, o pai de Israel, ela seria reverenciada como mãe de Israel. De fato, a promessa de um Salvador não se cumpriu por meio de José, filho e Raquel, mas de Judá, filho de Lia, cujos descendentes incluíram Davi, o grande rei de Israel e Jesus, o Messias longamente aguardado. No final da vida, Jacó foi enterrado na caverna de Macpela junto à primeira esposa, Lia, em vez de sua esposa favorita, Raquel, sepultada em algum lugar perto de Efrata.
As duas irmãs, Lia e Raquel, lembram-nos de que a vida está repleta de tristezas e perigos, grande parte fruto de nosso próprio pecado e egoísmo. As duas mulheres sofreram – cada uma a seu modo – a maldição de Eva depois da expulsão do paraíso. Embora Raquel sofresse muito ao dar à luz filhos, Lia sofreu a angústia de amar um homem que parecia indiferente a ela. Todavia, ambas tornaram-se mães em Israel, deixando sua terra natal para desempenhar papéis essenciais na história do grande plano de Deus para seu povo.

SUA VIDA E SUA ÉPOCA
Costumes nupciais
Os costumes de casamento nos tempos bíblicos eram muito diferentes dos modernos. Era raro um homem e uma mulher casarem por amor. Jacó é uma notável exceção ao expressar seu amor por Raquel e seu desejo de casar com ela. Jacó casou com Raquel e com Lia, prática que foi, mais tarde, proibida por lei (Lv 18.18).
A noiva e o noivo eram, em geral, muito jovens quando casavam. A noiva tinha quase sempre cerca de doze anos e o noivo treze. O casamento era arranjado pelos pais e o consentimento deles não era exigido nem solicitado. Mesmo assim, tais casamentos poderiam vir a ser uma união de amor, como a de Isaque e Rebeca.
A cerimônia do casamento, em si, era geralmente bem curta, mas as festividades podiam durar muitos dias. O noivo vestia-se de cores alegres e dirigia-se, antes do nascer do sol, com seus amigos, acompanhamentos e músicos, à casa dos pais da noiva. A noiva ficava ali, à espera, de banho tomado, perfumada e vestida com esmero, usando finas jóias. Os noivos seguiam, então, à frente da procissão do casamento, através das ruas do povoado, acompanhados de músicos e de portadores de tochas, até a casa dos pais do noivo. As festas e a celebração começavam naquela noite e quase sempre duravam sete dias.
O plano de Deus para o casamento, que é do marido casar com apenas um esposa, nem sempre foi praticado no princípio dos tempos bíblicos. Lia compartilhou o marido, Jacó, não só com a irmã, Raquel, mas também com as criadas Zilpa e Bila. Embora a poligamia fosse menos comum depois do êxodo do Egito, Gideão tinha diversas mulheres (Jz 8.30) e Salomão, como é sabido, tinha várias (I Rs 11.3). Mas como indica o Novo Testamento, a união entre um marido e uma esposa continua a ser o desígnio e o desejo de Deus (I Tm 3.2,12; Tt 1.6).

SEU LEGADO NAS ESCRITURAS

Leia Gênesis 29.30
1. Escolha a palavra que, a seu ver, melhor descreve os sentimentos de Lia sobre o casamento com Jacó.
2. Muitos maridos hoje amam outras coisas mais do que as mulheres: emprego, posição, dinheiro, esportes. Muitas coisas, além de outra mulher, podem colocar uma esposa na posição de Lia. Se você conhecer alguém que seja uma “Lia”, ore diariamente por ela e encoraje-a, quando houver oportunidade.

Leia Gênesis 29.31
3. Lia é um exemplo incomparável da disposição de Deus de dar “uma coroa em vez de cinzas”(Is 61.1-3). Como Deus atuou, nesse sentido, em sua vida?

Leia Gênesis 29.32-34
4. Em cada um desses versículos, Lia expressa seu desejo pelo afeto de Jacó, que sabia não ter. Em suas próprias palavras, descreva como Lia provavelmente se sentia e agia com Jacó. Qual você pensa que era a reação dele?
5. Você já se sentiu mal-amada por seu marido, por seus pais ou por outra pessoa? Como se sentiu e como agiu? Qual é a sua única fonte de consolo quando deseja desesperadamente um amor que não possui?

Leia Gênesis 49.29-31
6. Jacó foi enterrado perto da mulher que amava menos, em vez de perto daquela que amava mais. O que isso mostra não só sobre a posição de Lia como esposa, mas também como mãe dos israelitas?
7. Embora Lia, naturalmente, desconhecesse a posição que lhe foi concedida na morte, o que esses versículos continuam a revelar sobre o cuidado de Deus pela vida dela?
8. Lia teve uma vida plena, com muitos filhos e riquezas. Todavia, ela é mais conhecida pelo que não tinha: o amor do marido. Deus notou o que ela possuía e também o que lhe faltava. O que você gostaria de aprender de Lia e de Deus hoje.

SUA PROMESSA

“Vendo o Senhor que Lia era desprezada, fê-la fecunda” (Gn 29.31). O Senhor notou o sofrimento de Lia. O Deus de Abraão, Isaque e Jacó (marido de Lia) olhou do alto e viu uma mulher solitária e triste, porque o marido amava mais a outra esposa do que ela. A fim de aliviar sua tristeza, para consolá-la, Deus lhe deu filhos – belos, fortes, um dos quais fundaria a linhagem dos sacerdotes de Israel e outro que seria ancestral de Jesus.
Esse mesmo Deus de Abraão, Isaque, Jacó, Lia é nosso Deus. Ele vê nossas aflições, sejam pequenas ou grandes. Ele conhece nossas circunstâncias, sentimentos, mágoas. Assim como na vida de Lia, ele está disposto a interferir e a criar algo maravilhoso em nós e por meio de nós.

Promessas nas Escrituras

“O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e por em liberdade os algemados [....] e a por sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria em vez de pranto, veste de louvor em vez de espirito angustiado.” (Is 61.1-3)

“Tornarei o seu pranto em júbilo e os consolareis; transformarei em regozijo a sua tristeza.” (Jr 31.13)

SEU LEGADO DE ORAÇÃO

“Vendo o Senhor que Lia era desprezada, fê-la fecunda; ao passo que Raquel era estéril. Concebeu, pois, Lia e deu à luz um filho, a quem chamou Rúben, pois disse: O Senhor atendeu à minha aflição. Por isso, agora me amará meu marido.”(Gn 29.31-32

Medite
Gênesis 29.16-31

Louve a Deus
Porque, embora os seres humanos sejam muitas vezes julgados pela aparência exterior, Deus sempre vê o coração e julga de acordo com isso.
Agradeça
Por Deus comover-se com sua tristeza.

Confesse
Sua tendência de comparar-se com outras mulheres, julgando a elas e a si mesma apenas pela aparência.

Peça a Deus
Que a capacite a basear sua identidade no relacionamento que tem com Ele e não no que vê no espelho.

Eleve o coração
Separe cinco minutos por dia para fazer um elogio a si mesma, agradecendo a Deus por fazer de você a mulher que é. Reflita sobre tudo o que gosta em si mesma – seu senso de humor, seu gosto por boa literatura, sua compaixão pelos outros, seu cabelo crespo e até a forma dos dedinhos dos pés. Resista a tentação de pensar no que não gosta. (Imagine, por um momento, como Deus deve sentir-se chateado quando ouve nossas queixas sobre como ele nos fez!). Em vez disso, decida agora honrá-lo com sua gratidão. No final de semana, vá almoçar com uma amiga ou tomar um chá demorado em sua confeitaria favorita comemorando todos os dons naturais que recebeu de Deus.


Oração
Senhor, não quero queixar-me da minha aparência com base no que os outros pensam de mim. Torna-se uma mulher confiante de que sou digna de ser amada não por causa de mera beleza exterior, mas porque me amaste desde o momento em que me fizeste viver.

Raquel

Raquel - A amada de Jacó
Valdenira Nunes de Menezes Silva

"Vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã, e disse a Jacó: Dá-me filhos, se não morro. Então se acendeu a ira de Jacó contra Raquel, e disse: Estou eu no lugar de Deus, que te impediu o fruto de teu ventre?" (Gênesis 30:1-2)

Raquel, filha de Labão, irmã de Lia, era a amada de Jacó. Mas, apesar de Jacó amá-la tanto, não foi com ela que ele se casou, primeiramente.
Labão, pai de Raquel e Lia e tio de Jacó, foi injusto com sua filha mais nova, Raquel, dando a sua irmã mais velha a Jacó como esposa. Este foi um ato de traição que deixou Jacó e Raquel atônitos e revoltados, pois o interesseiro Labão havia exigido dele servi-lo por sete anos para poder se casar com sua filha mais nova. Jacó não mediu esforços e concordou com seu futuro sogro a fim de obter a mão dela, pois a amava no mais profundo do seu coração.

Quando eu fazia o segundo grau, um professor de Português me deu uma poesia que me deixou muito interessada, pois ela falava do amor de um homem por uma camponesa. Esta poesia falava do amor de Jacó por Raquel. Ela dizia mais ou menos assim:
"Sete anos de pastor Jacó servia.
Labão, pai de Raquel, serrana bela,
E não servia ao pai servia a ela,
E a ela só por prêmio pretendia..."
Nesta época eu era adolescente e achei lindo o amor dele por ela. Realmente, ele a amava muito mas foi enganado.

Labão, que só visava lucros em sua vida, disse a Jacó que se ele trabalhasse mais sete anos, ele daria a mão de sua filha mais nova. Apesar da traição, ele concordou por causa do seu grande amor por ela.
Depois destes sete árduos anos (na realidade foram quatorze), finalmente, ele conseguiu ter o amor de sua vida em seus braços. Cada gesto seu mostrava a todos, inclusive para sua mulher Lia, que Raquel era a que ele, realmente, amava. Apesar de já ter filhos com Lia, ele só tinha olhos para a sua amada Raquel que recuperara a bênção que havia sido roubada dela, sete anos atrás.

Mas o amor de Jacó não foi suficiente para Raquel. Ela era estéril e era infeliz. Enquanto sua irmã Lia dava muitos filhos a Jacó, ela não podia ter filhos. O seu desespero se tornou tão intenso que ela chegou junto a Jacó e disse: "Dá-me filhos, se não morro. Então se acendeu a ira de Jacó contra Raquel e disse: Estou eu no lugar de Deus, que te impediu o fruto do teu ventre?" (Gênesis 30:1b-2).
Assim como Sara que deu sua serva Agar para ter um filho com Abraão, Raquel não esperou no Senhor e deu sua serva Bila a Jacó. Ele, então, teve dela dois filhos - Dã e Naftali.

Muitas vezes, nós fazemos como Raquel e Sara. Não esperamos o tempo do Senhor e procuramos resolver nossos problemas com nossa "sabedoria". Achamos que não precisamos do Senhor e, quando tudo dá errado, é que nos lembramos que temos um Deus que tem um plano perfeito para a nossa vida. Não sejamos, irmãs, impetuosas mas tenhamos um espírito que descansa no Senhor e que entrega todas as coisas em Suas mãos.

Mas, apesar da impaciência de Raquel, a Bíblia nos diz: "E lembrou-se Deus de Raquel; e Deus a ouviu, e abriu a sua madre" (Gênesis 30:22).

Raquel, finalmente, pôde dar um filho a Jacó que, no futuro, seria uma bênção para toda a sua família. O seu nome era José.

Vendo este quadro da vida de Raquel, podemos ver quão grande é o amor de Deus por nós. Apesar da nossa desobediência, da nossa infidelidade, Deus é fiel, nos ama e dá a Sua graça. E, podemos ver, que Ele nos ama, não porque somos bons mas porque Ele é bom e fiel.
Irmãs, não é bom sermos filhas deste Deus maravilhoso?

Raquel teve uma vida de espera. Ela esperou:
1- Quatorze anos para se casar com o homem da sua vida;
2- Muitos anos, até Deus, no Seu tempo, abrir a sua madre.

Talvez estes momentos de tribulação da sua vida fizeram-na se achegar mais ao Senhor. Por causa do sofrimento, podemos olhar para a sua vida e aprender com ela duas coisas que devem fazer parte da vida da mulher crente que deseja ser segundo o coração de Deus:
1- Ela teve uma vida de oração que deve ser seguida por cada uma de nós. A oração nos leva até o trono de Deus, onde podemos derramar nossas preocupações, problemas e amarguras que são transformados em uma canção de júbilo e louvor ao Senhor.
A oração nos faz depender do Senhor e nos transforma em mulheres humildes e carentes do Senhor.
2- Ela teve uma vida de fé que deve ser seguida por cada uma de nós.
Colocar no seu primeiro filho o nome de José que significa 'Deus acrescentará' é, realmente, um ato de fé, uma vez que ela tinha dificuldade de engravidar.

A Bíblia nos diz em Hebreus 11:1 o seguinte: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem."

E você, minha irmã, está tendo aqueles momentos de comunhão com o Senhor através da oração?
A sua fé é a mesma daqueles homens e mulheres de Deus que fazem parte da galeria da fé?
Será que Deus está lá no céu acrescentando o seu nome nesta galeria dos heróis da fé?

"Senhor, aumenta a minha fé! Fazei com que eu confie que estás sempre no controle de toda a minha vida. Não importa o que possa acontecer, pois sei que tens um plano maravilhoso para a minha vida.
Que em momento algum da minha vida, eu Te decepcione mas que eu, um dia, atinja a posição de mulher segundo o Teu coração. Amém!"

Raquel, mulher de oração, de fé, teve o seu pedido de ter mais um filho respondido pelo Senhor. Este seu pedido custou a sua vida, pois ao dar à luz o seu segundo filho, ela teve dificuldade. Ele morreu chamando seu filho de Benoni mas Jacó o chamou de Benjamim.

Irmãs, amemos ao Senhor que cuida tanto de nós e sempre nos dá o melhor.
Confiemos que Ele nunca nos abandonará e jamais nos esquecerá.
Assim como Ele cuidou de Raquel dando-lhe dois filhos, Ele também cuidará de nós que também somos suas filhas.

Raquel
Mara Bueno Consani

(Seu nome significa “ovelha”)

Seu caráter:
Manipulada pelo pai, tinha pouco controle sobre as circunstâncias e os relacionamentos de sua vida. Em vez de lidar criativamente com as situações difíceis, comportou-se como uma vítima, reagindo ao pecado com mais pecado, piorando as coisas ao competir com a irmã e enganar o pai.

Seu sofrimento:
Seu desejo de ter filhos levou-a à morte no parto.

Sua alegria:
O marido a amava e fazia todo o possível para torná-la feliz.

Textos-chave:
Gênesis 29 a 35 / Jeremias 31.15 / Mateus 2.18

SUA HISTÓRIA
Seria melhor ser amada e não ter filhos ou não ser amada e ter uma casa cheia de crianças? A pergunta atingiu Raquel como um vento forte fazendo bater sempre a mesma porta.
Lia acabara de dar à luz seu quarto filho, Judá. Em sua alegria, gritara:
- Esta vez louvarei o Senhor (Gn 29.35)
O nome de seu primogênito, Rúben, significava “veja, um filho”; Simeão, “aquele que ouve” e Levi “apegado”, como se Jacó pudesse, um dia, apegar-se àquela tão pouco atraente esposa! Raquel estava farta daquele hábito da irmã de chamar os filhos de modo a enfatizar a esterilidade dela.
Lia havia armado uma cilada para Jacó mediante a traição do pai, mas Raquel ganhara o amor dele desde o primeiro encontro junto ao poço, fora de Harã. Cada gesto dele comunicava que ela era sua favorita. Todavia, isso não a fazia conceber filhos, assim como o desejo de enriquecer não é capaz de gerar riquezas. Raquel deveria ter sido a primeira, a única esposa de Jacó, assim como a tia Rebeca era a única esposa do tio Isaque.
O pai de Raquel, Labão, prometera a filha ao sobrinho, Jacó, desde que ele trabalhasse sete anos em sua propriedade. Sete anos era um prazo longo para esperar um marido. Todavia, Jacó considerara essa uma boa troca e Raquel o amou ainda mais por isso.
Quando se aproximou o dia do casamento, Labão inventou um estratagema para conseguir mais sete anos de trabalho por parte de Jacó. O dia feliz de Raquel se desfez em pedaços no momento em que o pai mandou que a irmã mais velha, Lia, se disfarçasse colocando as roupas nupciais de Raquel.
Quando escureceu, ele levou Lia, com um véu no rosto, até a tenda de Jacó, e os dois dormiram juntos como marido e mulher. Quando a luz da madrugada invadiu suavemente a tenda, Jacó virou-se para Raquel, mas só encontrou Lia a seu lado. A traição de Labão o atingiu em cheio. Apesar do engano, das recriminações e das lágrimas, o casamento não podia ser desfeito.
Raquel, porém, sentiu-se arruinada, com sua benção roubada. O plano distorcido de Labão continuava, no entanto, a pleno vapor. Ele fez outro negócio entregando Raquel a Jacó, na semana seguinte, em troca de mais sete anos de trabalho. As duas irmãs viviam, agora, constrangidas, morando juntas e os filhos de Lia constituíam uma lembrança dolorosa de que Raquel, a segunda esposa, continuava estéril.
- Dá-me filhos, senão morrerei – ela gritou a Jacó certo dia, como se ele pudesse tomar o lugar de Deus e fazê-la conceber. Raquel deu, então, ao marido sua criada Bila, que engravidou e teve dois filhos. Quando Naftali, o segundo filho, nasceu Raquel proclamou para quem quisesse ouvir:
- Com grandes lutas tenho competido com minha irmã e logrei prevalecer. – Mas a batalha entre Raquel e Lia estava longe de terminar.
A amargura de Raquel foi novamente aliviada quando ela deu à luz um filho, a quem chamou José, que significa “possa ele acrescentar” – uma oração profética de que Deus acrescentaria ainda outro filho à sua linhagem.
Certo dia, Deus disse a Jacó que voltasse à terra de Isaque, seu pai. Mais de vinte anos antes, Jacó havia tirado a benção de Esaú e fugido da ira assassina do irmão. Teria recebidos, naqueles longos anos, em dobro pelo que havia feito? A traição de Labão e a luta entre Raquel e Lia o faziam lembrar dos conflitos com o irmão? Deus e Esaú dariam o caso por encerrado? Só o Senhor seria capaz de protegê-lo nessa briga com o irmão.
Enquanto Jacó reunia rebanhos, servos e filhos preparando-se par partir, Raquel roubou os deuses do lar do pai, pequenos ídolos que se julgava assegurariam a prosperidade. Depois de dez dias na estrada, Labão foi encontrá-los nas terras montanhosas de Gileade acusando o genro de roubo. Sem saber o que Raquel fizera, Jacó convidou Labão a revistar o acampamento, prometendo matar quem quer que fosse descoberto com os ídolos.
Tendo aprendido com o pai algumas trapaças, Raquel colocou os ídolos numa sela e sentou-se sobre ela. Quando Labão entrou na tenda, ela o cumprimentou com astúcia feminina dizendo:
- Não te agastes, meu senhor, por não poder eu levantar-me na tua presença; pois me acho com a regra das mulheres (Gn 31.35).
O artifício dela deu certo, da mesma forma que o de Jacó ao enganar o pai muito tempo antes e Labão finalmente desistiu da busca. Mais tarde, Jacó mandou retirar todos os velhos ídolos de sua casa.
Enquanto atravessavam o deserto, Jacó encontrou-se com o irmão, Esaú, e os dois se reconciliaram. Mas a tragédia em breve se abateria sobre a família, quando Raquel teve dificuldade em dar à luz um segundo filho, resposta de suas muitas orações. Ironicamente, a mulher que dissera certa vez que morreria se não tivesse filhos, agora estava à beira da morte por causa de um filho. As últimas palavras de Raquel foram:
- Ele é Benoni, o filho do meu sofrimento.
Essas palavras mostram a angústia pela qual passou no nascimento desse filho.
Jacó, porém, colheu a criança nos braços e, com a ternura de um pai, chamou-o de Benjamim: “o filho da minha mão direita”.
Como o marido, a formosa Raquel tanto foi autora de planos astuciosos como vítima deles. Enganada pelo pai, encarava os filhos como armas no conflito com a irmã. Como acontece freqüentemente, as lições da traição e da competição foram passadas de geração para geração. O filho de Raquel, José, sofreria muito por causa disso, sendo vendido como escravos pelos meios-irmãos, os filhos de Lia.
Todavia, Deus permanece fiel. Mediante uma série de circunstâncias, o José de Raquel governaria um dia o Egito, providenciando refúgio para o pai e os irmãos em meio a um período de fome. Passo a passo, mediante situações impossíveis de prever, o plano de Deus desenrolava-se, a fim de acabar com as divisões, de fazer cessar as lutas e de restaurar a esperança. Usando pessoas com diversos motivos e desejos confusos, Ele revelava sua graça e misericórdia, nunca esquecendo a promessa que fizera.

SUA VIDA E SUA ÉPOCA
Ciclos Menstruais
“Então, disse ela (Raquel) a seu pai: Não te agastes, meu senhor, por não poder eu levantar-me na tua presença; pois me acho com a regra das mulheres. Ele procurou, contudo não achou os ídolos do lar.” (Gn 31.35).
As palavras de Raquel, aqui, são a única menção, nas escrituras, de um ciclo menstrual típico, além da descrição das leis cerimoniais relativas à menstruação encontradas em Levítico e novamente citadas em Ezequiel.
Raquel sabia, sem sombra de dúvida, que sua manobra deteria com sucesso o pai. Ao afirmar que estava menstruada, ela não só guardou os ídolos falsos que roubara, como também sua própria vida, pois Jacó prometera matar quem quer que tivesse roubado os ídolos de Labão.
Durante o período menstrual da mulher hebréia, ela era considerada “imunda”. As leis eram, porém, mais rigorosas do que justas para resolver esta questão. Os que tocavam uma mulher nesses dias, mesmo por acaso, tornavam-se imundos até a noite. O lugar onde a mulher dormia ou se sentava era também imundo. Quem quer que tocasse em suas roupas de cama ou em seu assento era considerado imundo até lavar as roupas, banhar-se e esperar até a noite.
A mulher era tida como imunda durante sete dias, prazo normal do período dela. Depois disso, era costume que se banhasse, a fim de ficar limpa. Esse era, provavelmente, o banho que Bate-Seba tomava quando o rei Davi a viu (II Sm 11.2-4). Como ela acabara de ter o seu período, Davi pode ter certeza de que o filho de Bate-Seba era seu quando lhe contou que estava grávida.
O fluxo natural do período menstrual da mulher não exigia oferta de sacrifícios para que fosse purificada; devia simplesmente tomar banho e esperar durante um prazo prescrito. Um fluxo mais longo, menos natural, geralmente causado por uma doença ou uma infecção, exigia um sacrifício, a fim de que a mulher ficasse purificada. Nenhum dos dois implicava falha moral por parte da mulher, mas uma vez que o sangue era considerado fonte da vida, tudo o que se referia a ele tornava-se parte importante da lei cerimonial.
Muitas mulheres consideram seu período mensal, um desconforto e irritabilidade que geralmente o acompanham uma provação mensal – algo que elas têm de suportar e do que os homens, criaturas de sorte, são poupados.
Todavia, é só mediante essa função particular de seu corpo que a mulher pode reproduzir e conceber um filho. Embora algumas vezes aborrecido, outras vezes doloroso, só por meio desse processo é que a mulher tem a oportunidade, que não foi dada a homem algum, de gerar uma nova vida. E, ao fazer isso, fica ligada, de maneira exclusiva, ao Criador de toda a vida.

SEU LEGADO NAS ESCRITURAS

Leia Gênesis 29.30
32. Como você acha que a maioria das mulheres reagiria à situação no lugar de Raquel? Com amor e preocupação pela irmã não amada? Ou com espírito de superioridade e orgulho?

Leia Gênesis 30.1
33. A agonia expressa pelas palavras de Raquel, aqui, é aquela experimentada pro muitas mulheres ao longo dos séculos. Como o relacionamento íntimo de Raquel e Lia aumentou seu sofrimento? Existiria algum médio de o relacionamento delas ter aliviado a dor que sentiam.

Leia Gênesis 29.30-31 e 30.1
34. Cada uma das irmãs tinha algo que a outra queria. O que Raquel tinha que Lia desejava. O que Lia tinha que Raquel desejava?
35. O descontentamento é algo insidioso, enganando-nos para pensar que aquilo que nos basta já não é mais suficiente. Você se sente, às vezes, descontente por não ter tudo o que gostaria? O que é preciso fazer para resistir a tais sentimentos?

Leia Gênesis 31.19; 30-34
36. Por que Raquel tinha esses ídolos? Por que você acha que ela os escondeu do pai?
37. Você já esteve numa situação que a levou a mentir ou a enganar a fim de proteger a si mesma ou a outra pessoa? Descreva. O que você poderia/deveria ter feito diferente?

Leia Gênesis 35.16-20
38. Em vista do fato de estarem no meio da viagem, descreva como imagina a situação em que Raquel se encontrava ao dar à luz.
39. Um dos paradoxos da vida revelado aqui na trágica história da morte de Raquel é que aquilo que mais desejamos só conseguimos obter desistindo de outra coisa igualmente importante para nós. Você consegue lembrar de uma ocasião em sua vida na qual receber algo que desejava exigiu renunciar a outra coisa?
40. Jacó deu um novo nome a seu filho Benjamim, que significa “filho da minha mão direita”. O que esse novo nome revela sobre a esperança de Jacó para o futuro?

SUA PROMESSA

Gênesis 30.22 diz: “Lembrou-se Deus de Raquel, ouviu-a e a fez fecunda”. Deus lembrou-se de Raquel, mas nunca havia, na verdade, se esquecido dela. Quando a Bíblia usa a palavra lembrar, isso não significa que Deus de esquece e depois recorde subitamente. Como se Deus onisciente e Todo-poderoso do universo batesse de repente na testa com a mão e dissesse: “Xiii! Esqueci de Raquel! É melhor fazer alguma coisa depressa!”
Não. Quando a Bíblia diz que Deus lembrou-se de algo, expressa o amor e a compaixão de Deus por seu povo. Lembra-nos da promessa feita por Ele de nunca nos abandonar nem nos deixar sem apoio ou alívio. Ele nunca nos abandonará. Jamais nos esquecerá. Sempre se lembrará de nós.

Promessas nas Escrituras

Lembrou-se, Deus de Raquel, ouviu-a e a fez fecunda. (Gn 30.22)

Lembra-te, Senhor, das tuas misericórdias e das tuas bondades, que são desde a eternidade (Sl 25.6)

Tu, Senhor, o sabes; lembra-te de mim, ampara-me. (Jr 15.15)

[...] o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome. (Lc 1.49)

SEU LEGADO DE ORAÇÃO

Lembrou-se, Deus de Raquel, ouviu-a e a fez fecunda. (Gn 30.22)

Medite
Gênesis 30.1-24

Louve a Deus
Porque Ele não nos esquece nem por um momento. Ele está presente e atento, conhece nossos mais íntimos desejos, mesmo quando temos certeza de que Ele nos perdeu de vista.

Agradeça
Por Deus ser o único Criador. Por causa dEle, toda vida humana é sagrada.

Confesse
Que algumas vezes usamos nossos filhos, maridos, lares ou até o tamanho da nossa conta bancária para competir com outras mulheres.

Peça a Deus
Que ajude você a formar amizades sinceras com outras mulheres, a fim de que experimente a alegria de ter irmãs em Cristo.

Eleve o coração
Pense em uma mulher que gostaria de conhecer melhor nos próximos meses. Anote o telefone dela e marque um encontro para um almoço ou um passeio. Faça o possível para separar um tempo para conversar, a fim de começar um relacionamento. Um especialista afirma que é preciso cerca de três anos para constituir uma amizade sólida. Não perca nem mais um minuto!

Oração
“Pai, perdoa-me por permitir que a minha identidade se baseasse no tipo de esposa ou mãe que sou ou no emprego que tenho. Não quero ver outras mulheres como rivais, mas, sim, como amigas em potencial e até como companheiras espirituais. Peço que me leves às amizades que almejo e que me ajudes a ser paciente durante o processo. Amém.”

Rebeca

Rebeca - Trabalhadora, Generosa E Usada Por Deus Para Realizar Seus Propósitos
Valdenira Nunes de Menezes Silva

"E disse: Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, dá-me hoje bom encontro, e faze beneficência ao meu senhor Abraão! Eis que eu estou em pé junto à fonte de água e as filhas dos homens desta cidade saem para tirar água; Seja, pois, que a donzela, a quem eu disser: Abaixa agora o seu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque, e que eu conheça nisso que usaste de benevolência com meu senhor" (Gênesis 24:12-14).

Esta foi a oração do servo de Abraão, Eliezer, quando já se encontrava nos arredores da cidade de Naor. Esta era uma oração de quem estava necessitando da ajuda de Deus. Era uma oração onde ele não pedia que o Senhor mostrasse a ele uma mulher perfeita, bonita mas uma mulher que fosse piedosa e que Ele (Deus) estivesse preparando para Isaque, filho do seu senhor Abraão.
Esta é a oração que deveríamos fazer em favor de nossos filhos. Que o Senhor coloque na vida deles pessoas crentes, piedosas, bondosas, compassivas, fiéis e de beleza interior sem igual. Que os atributos de uma mulher ou de um homem de Deus, encontrados em 1 Pedro 3:3-4, façam parte da vida daqueles que almejamos para nossos filhos... "O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus."
Ah, irmã, é este tipo de mulher que queremos para nossos filhos!

O Senhor ouviu a oração de Eliezer e encaminhou Rebeca para junto dele. Ele viu que o Senhor respondeu a sua oração quando...
1- Ele viu Rebeca "... com seu cântaro sobre o seu ombro" (Gênesis 24:15) vindo em direção ao poço para apanhar água. Certamente, ele percebeu que ela era uma jovem trabalhadodra e que não media esforços para abastecer a sua casa da água que todos precisavam.

Você é o tipo de mulher que arregaça as mangas e pega no pesado? Ou você acha que este tipo de trabalho não é para você?
Sabe de uma coisa, irmã? Deus elogia a mulher que "cinge os seus lombos de força e fortalece os seus braços" (Provérbios 31:17) e Ele ainda diz que "a força e a honra são seu vestido..." (Provérbios 31:25).
Rebeca era trabalhadora e, portanto admirada por Deus.
Eliezer percebeu esta qualidade nela quando...

2- Ele pediu água a Rebeca "e ela disse: Bebe, meu Senhor" (Gênesis 24:18). E vendo ela os dez camelos que estavam com ele, ainda disse: "Tirarei também água para os teus camelos até que acabem de beber" (Gênesis 24:19).
Certamente, naquele momento, o servo de Abraão percebeu uma outra qualidade desta bela mulher de Deus... ela gostava de servir, era bondosa e tinha um coração cheio de amor pelo próximo.
Que atributos perfeitos para uma mulher que deseja ser admirada pelo Senhor! Se eu quero ser admirada pelo Senhor, tenho que começar "agora" a seguir os mesmos passos de Rebeca, tenho que ser uma mulher sensível às necessidades do meu próximo e procurar fazer tudo além do que é preciso.

3- Ele, então perguntou a ela: "De quem és filha?" (Provérbios 24:23) e ela respondeu: "Eu sou a filha de Betuel, filho de Milca, o qual ela deu a Naor" (Sara, mãe de Isaque, era tia-avó de Rebeca).
Tudo estava acontecendo dentro do plano perfeito de Deus para as vidas de Rebeca e Isaque.

Amada irmã, quando estamos caminhando com Deus lado a lado, quando estamos tendo comunhão diária com Ele, lendo a Sua Palavra, orando e, principalmente, seguindo os ensinamentos da Bíblia, então o Seu plano para a nossa vida se realiza e sentimos que Ele está no controle de tudo, nos abençoando.

4- Ele disse: "... Há também em casa de teu pai lugar para nós pousarmos?" E ela, amorosamente e com um espírito hospitaleiro (ele, certamente, percebeu este outro atributo que ela possuía) disse: "Também temos palha e muito pasto, e lugar para passar a noite" (Gênesis 24:25).

E a Bíblia nos diz que depois de tudo isto, ele "... inclinou-se... e adorou ao Senhor" (Gênesis 24:26).

"Um lar cristão é o mais belo retrato terreno do céu e um refúgio para a nossa sociedade cansada e estressada" (Elizabeth George).

Quantas mulheres hospitaleiras o Senhor nos apresenta na Sua Palavra! Dentre tantas que abriram suas portas para acolher homens de Deus destacamos...

1- Rebeca - amorosa e trabalhadora, hospedou em sua casa Eliezer, servo de Abraão.
2- Sunamita - generosa e piedosa, hospedou em sua casa Eliseu, um profeta de Deus.
3- A viúva de Sarepta - cheia de fé e muito hospitaleira, hospedou em sua casa Elias, um profeta de Deus.
4- Marta - trabalhadora, ativa e determinada, hospedou em sua casa Jesus e Seus discípulos.
5- Maria - cheia de fé e piedosa, hospedou em sua casa Jesus e Seus discípulos.
6- Lídia - batalhadora, evangelista, hospedou em sua casa o apostolo Paulo.

Que nós, como mulheres de Deus, possamos seguir os passos da hospitalidade que estas mulheres seguiram. Sejamos hospitaleiras!
Quantos homens ou mulheres de Deus você já hospedou em sua casa? Irmã, não espere que apareça um dinheirinho extra para você comprar toalhas novas, lençóis novos, mudar o conjunto da sala de visita... para você convidar alguém para a sua casa. Lembra da viúva que só tinha um pouco de azeite e um pouco de farinha para fazer o último bolo para ela e seu filho? E, mesmo assim, ela não se incomodou de ter em sua casa o profeta de Deus dando a ele aquela última porção de comida. Assim como Deus a abençoou, fazendo com que o azeite e a farinha se multiplicassem, Ele também a abençoará quando você tiver este mesmo espírito de hospitalidade.

Pela fé, Rebeca viajou 800 km com o servo de Abraão para se encontrar com Isaque, aquele que ela nunca vira mas que iria ser tornar o seu esposo. Ela não o conhecia mas sabia que o Senhor o preparara para ela.
Podemos imaginar o momento do encontro. Aqueles doces momentos do primeiro encontro com aquela pessoa especial que iria ser seu marido. Era um presente que o Senhor estava dando a ela. Ela estava feliz! A Bíblia nos diz que "... Isaque trouxe-a para a tenda de sua mãe Sara, e tomou a Rebeca, e foi-lhe por mulher..." (Gênesis 24:67).

Assim como Rebeca que deixou a sua família para unir-se a Isaque, nós também devemos deixar nossa família e acompanhar nosso marido para onde quer que ele vá. Lembremos que, depois de Deus, a pessoa mais importante da nossa vida é nosso marido. Devemos continuar amando nossos pais, cuidando deles mas nunca devemos colocá-los (como prioridade) na frente do nosso esposo.

Apesar de Rebeca ser feliz no casamento e ser uma verdadeira mulher de Deus, ela teve que enfrentar momentos difíceis em sua vida mas venceu a todos por causa da sua fé. Vários foram estes momentos mas destaquemos alguns...

1- Ter que se separar das pessoas que amava quando partiu para Canaâ, foi muito difícil para ela.
Ela partiu para esta terra distante sabendo que nunca mais veria nem seus pais nem seus irmãos mas, pela fé, ela conseguiu superar estes momentos.

2- Rebeca sabia que o que existia de pior em um casamento era o período de adaptação. Também pela fé, ela conseguiu se adaptar à vida de casada e era muito feliz.

3- Ela teve que passar vinte longos anos sem ter filhos. Ela era estéril e isto a deixava preocupada e angustiada. Mas ela decidiu levar as suas preocupações até o altar do Senhor e Ele ouviu a sua oração e, pela fé, ela ganhou do Senhor dois filhos gêmeos - Esaú e Jacó.

Apesar de tantos momentos de tribulação, Rebeca sabia que o Senhor a amava e queria que ela fizesse parte do Seu povo e de Suas promessas.
Ela confiou no Senhor e sabia que Ele estava com ela nos bons e maus momentos de sua vida.
Rebeca foi uma mulher trabalhadora, generosa e usada por Deus para realizar Seus propósitos.










Rebeca
Mara Bueno Consani

(Seu nome provavelmente significa “laço” ou “elo”)


Seu caráter:
Trabalhadora e generosa, sua fé era tão grande que deixou a sua casa pra sempre, a fim de casar-se com um homem que nunca vira. Todavia, favoreceu um filho e deixou de confiar plenamente em Deus quanto à promessa feita por ele.

Seu sofrimento:
Ficou estéril durante os primeiros vinte anos de sua vida de casas e nunca mais viu o filho favorito, Jacó, depois que ele precisou partir fugindo do irmão Esaú.

Sua alegria:
Deus realizou coisas tremendas a fim de convidá-la a participar de seu povo e de suas promessas.

Textos-chave:
Gênesis 24; 25.19-34; 26.1; 28.1-9

SUA HISTÓRIA
O sol estava desaparecendo no horizonte, quando a jovem aproximou-se do poço que fiava fora da cidade de Naor, mais ou menos 800 quilômetros a noroeste de Canaã. Cabia às mulheres ir buscar água fresca todas as tardes, e Rebeca colocou o balde cheio no ombro, grata pela refrescante sensação do recipiente frio ao tocar sua pele.
Quando já se preparava para ir embora, um estranho aproximou-se pedindo de beber. Atenciosamente, ela se ofereceu para puxar água do poço também para os camelos dele. Rebeca notou o olhar surpreso e alegre do homem. Bem, dez camelos iriam consumir bastante água, mas se ela tivesse ouvido a oração que ele havia sussurrado momentos antes, seu espanto teria sido maior que o dele: “E disse consigo: Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, rogo-te que me acudas hoje e uses de bondade para com o meu senhor Abraão! Eis que estou ao pé da fonte de água, e as filhas dos homens desta cidade saem para tirar água; dá-me, pois, que a moça a quem eu disser: inclina o cântaro para que eu beba; e ela me responder: Bebe, e darei ainda de beber aos teus camelos, seja a que designaste par teu servo Isaque” (Gn 24.12-14).
Um gesto simples. Uma resposta generosa. O futuro de uma jovem mudado num instante. O homem que Rebeca encontrou junto ao poço, servo de Abraão, fora encarregado de uma missão sagrada – encontrar uma esposa para Isaque entre o povo de Abraão e não entre os vizinhos cananeus. Como sua tia-avô, Sara, antes dela, Rebeca faria a viagem para o sul, a fim de aceitar um futuro que mal era capaz de vislumbrar. Noiva de um homem com o dobro de sua idade, cujo nome significava “riso”, sentiu-se subitamente atordoada. O Deus de Abraão e de Sara estava tentando persuadi-la, chamando seu nome e não o de outra, convidando-a a compartilhar da promessa. Deus estava forjando uma nova nação para ser seu povo exclusivo.
Isaque tinha 40 anos quanto viu Rebeca pela primeira vez. Seu coração talvez tivesse sentido uma alegria parecida com a do primeiro homem:
- Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne !
Isaque e Rebeca entraram, então, na tenda de Sara, mãe dele, e ele a tomou por mulher. A Bíblia diz que ela consolou Isaque depois da morte de Sara, sua mãe.
Rebeca era formosa e forte como Sara, todavia não teve filhos durante os primeiros vinte anos de sua vida com Isaque. Será que sofreria como Sara a maldição da esterilidade? Isaque orou, e Deus ouviu, dando a ela não um, mas dois filhos, que lutavam em seu ventre. Deus lhe disse, então:
- Duas nações há no teu ventre, dois povos, nascidos de ti, se dividirão; um povo será mais forte que o outro, e o mais velho servirá ao mais moço (Gn 25.23).
Durante o parto, os dedos de Jacó agarraram o calcanhar do irmão, Esaú, como se ele tentasse nascer primeiro. Embora tenha sido o segundo a nascer, Jacó tornou-se o primeiro no afeto da mãe. Isaque, porém, amava mais a Esaú.
Anos mais tarde, quando Isaque envelheceu e ficou quase cego, chamou seu primogênito, Esaú, e disse:
- Faze-me uma comida saborosa, como eu aprecio, e trazê-ma, para que eu coma e te abençoe antes que eu morra (Gn 27.4).
Rebeca, muito esperta, ouviu tudo e chamou rapidamente Jacó, sugerindo um plano par evitar que a benção fosse dada ao irmão dele. Disfarçado como Esaú, Jacó apresentou-se ao pai para receber a tão esperada benção.
Assim, Isaque acabou abençoando Jacó pensando que era Esaú:
- Sirvam-te povos, e nações te reverenciem; sê senhor de teus irmãos, e os filhos de tua mãe se encurvem a ti; maldito seja o que te amaldiçoar, e abençoado o que te abençoar (Gn 27.29).
O patriarca estendera a mão e dera a melhor benção ao filho mais novo, evocando palavras ditas sobre os dois filhos quando ainda lutavam no ventre de Rebeca. Depois de entregue, a benção não poderia ser retirada, apesar do engano, apesar das lágrimas de Esaú e apesar de seu juramento de matar Jacó.
Com medo da vingança de Esaú, Rebeca convenceu Isaque a enviar Jacó a Harã, para que ali encontrasse uma esposa entre as filhas de seu irmão, Labão. Ela mandaria buscar Jacó assim que a fúria do irmão se acalmasse.
Com o passar dos anos, Rebeca deve ter sentido muita saudade de Jacó, rogando para ter oportunidade de abraçá-lo novamente, pelo privilégio de envolver os filhos dele nos seus braços. Porém, mais de vinte anos se passaram antes que Jacó voltasse. Embora Isaque vivesse ara dar as boas-vindas ao filho, Rebeca não sobreviveu.
Quando Rebeca ainda era bem jovem, Deus a convidara para desempenhar um papel vital na história de seu povo. Ele fez tudo o que era necessário para alcançá-la. Como Sara, Rebeca se tornaria matriarca do povo de Deus e, também como Sara, seu coração se dividiria entre fé e dúvida pro acreditar que a promessa de Deus requeria sua intervenção para cumprir-se. Achando difícil apenas descansar no que Deus lhe prometera, recorreu a subterfúgios para obter o que desejava.
Os resultados, refletindo o estado de seu coração, foram uma grande confusão. Jacó tornou-se, de fato, herdeiro da promessa, mas foi afastado de casa e da mãe, que tanto o amava. Além disso, os seus descendentes ficariam para sempre em conflito com os descendentes de Esaú, os edomitas. Dois mil anos depois, Herodes, o Grande, um homem poderoso nascido na Iduméia (nome grego e romano para Edom) mataria crianças inocentes numa tentativa de destruir o menino Jesus.
Deus, porém, continuava usando a vida daquela mulher, que, mesmo longe de ser perfeita, realizaria seus propósitos.


SUA VIDA E SUA ÉPOCA
Jóias
Então, lhe pus o pendente no nariz e as pulseiras nas mãos [...] e tirou jóias de ouro e de prata e vestidos e os deu a Rebeca. (Gn 24.47,53)
Um pendente no nariz!? Bem, isso que costuma ser um sinal de provocação dos jovens, hoje, era uma forma socialmente aceita de adorno na antiguidade. Quando o servo de Abraão compreendeu que Rebeca era a mulher com quem Isaque iria casar-se, ele imediatamente pegou as jóias que levara para a ocasião. Deu a ela duas pulseiras e um pendente de ouro par ao nariz. Rebeca rapidamente colocou as jóias e correu para casa, com os olhos brilhando, para contar à família tudo o que ocorrera.
O pendente para o nariz é mencionado apenas duas vezes nas Escrituras: Em Provérbios 11 e em Ezequiel 16. Em Ezequiel 16, Deus descreve, em termos figurados, como ama a cidade de Jerusalém. Ele a banha amorosamente, depois veste com roupas riquíssimas e sandálias de couro macio. A seguir, cobre-a ternamente com jóias. “Também te adornei com enfeites e te pus braceletes nas mãos e colar à roda do pescoço. Coloquei-te um pendente no nariz, arrecadas na orelhas e linda coroa na cabeça. Assim, foste ornada de ouro e prata.” (Ez 16.11-13)
O Antigo Testamento menciona jóias várias vezes. Mulheres e homens usavam brincos (Ex 32.2) e também “ornamentos para o braço, pulseiras, sinetes, arreadas e colares” (Nm 31.50). Os israelitas obtinham quase todas as suas jóias de povos vencidos em guerras. Ouro, prata e pedras preciosas aparecem, muitas vezes, listados entre os despojos tomados nas batalhas. Lemos em II Samuel 8.11 que Davi ganhou enormes quantidades de ouro, prata e bronze quando conquistou as nações ao redor de Israel. Dedicou tudo ao Senhor, e seu filho, Salomão, usou esse tesouro para construir o grandioso templo de Jerusalém. Acredite ou não, Salomão tinha tanto ouro em seu reino que “fez o rei que, em Jerusalém, houvesse prata e ouro como pedras” (II Cr 1.15).
O Novo Testamento menciona jóias especificamente apenas uma vez. Ao falar às mulheres, Pedro recomenda que dêem mais atenção à sua beleza interior do que à exterior: “Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus” (I Pe 3.3-4).
É evidente que as mulheres dos dias do Novo Testamento eram tão fascinadas por jóias quanto as do Antigo Testamento ... e as de hoje. É fácil e corriqueiro olhar-se no espelho para avaliar a aparência externa, mas como são poucas as vezes em que a maioria de nós passa um bom tempo examinando a aparência interior!
Amanhã cedo, ao colocar anéis nos dedos, coloque também em sua vida um espírito de paz. Ao por brincos nas orelhas, aproveite para dotar em sua vida uma atitude de alegria. Quando puser um colar no pescoço, não esqueça de por também um espírito de doçura no coração. As jóias que usa não farão muita diferença em seu dia, mas o espírito do qual estiver revestida, esse fará.


SEU LEGADO NAS ESCRITURAS

Leia Gênesis 24.15-27
20. O que essa primeira informação sobre a jovem Rebeca lhe diz sobre a aparência e o caráter da moça?
21. De que forma você se parece com Rebeca? Como difere dela?

Leia Gênesis 24.28-50
22. Nesses versículos, o servo de Abraão conta à família de Rebeca como ela a encontrou, enfatizando a benção e e o envolvimento do Senhor em tudo. Como a família de Rebeca reagiu?

Leia Gênesis 24.52-58
23. Três palavras simples, mencionadas no versículo 58, mudaram para sempre a vida de Rebeca. Com quem ela se parecia em sua disposição para ir aonde nunca estivera antes?
24. Como você reagiria se Deus a chamasse para sair de sua casa e deixar sua família? O que teria de acontecer para que você obedecesse?

Leia Gênesis 24.67
25. Essas são as palavras mais doces sobre o casamento encontradas na Bíblia. Descreva como acha que foi o casamento de Isaque e Rebeca naqueles primeiros dias.

Leia Gênesis 25.28
26. Essas são algumas das palavras mais tristes a respeito da educação de filhos encontradas na Bíblia. Descreva sua opinião sobre como o favoritismo dos pais afetou Jacó e Esaú e seu relacionamento.
27. Muitas crianças crescem pensando que os pais favorecem mais um irmão do que o outro. Se você tem filhos, como evitar que pensem desse modo?

Leia Gênesis 27.1 até 28.9
28. Por que Rebeca recorreu ao engano para obter o cumprimento de uma promessa feita a ela quando estava grávida?
29. Descreva como você acha que Rebeca deve ter se sentido dez anos mais tarde. Será que se arrependeu do que fizera?
30. De que modo os atos de Rebeca se assemelharam aos de sua sogra Sara?
31. A história de Rebeca é rica e cheia de vida. Resuma em uma sentença o que gostaria de aprender com ela.

SUA PROMESSA

Rebeca ouviu o servo de Abraão relatar como orara e como tinha certeza de que ela era a mulher que Deus escolhera para Isaque. O próprio Deus orquestrara divinamente os acontecimentos., Rebeca parecia saber disso, e quando lhe perguntaram, respondeu simplesmente:
- Irei.
Rebeca compreendia plenamente o plano de Deus para ela? Estava disposta a segui-lo? Ou simplesmente se deixou encantar pelas idéias românticas de uma jovem em busca de um cavaleiro de armadura brilhante? Qualquer que tenha sido a motivação de Rebeca, aqueles eventos certamente foram planejados por Deus, que tinha poder e determinação para continuar a cumprir fielmente suas promessas por meio dela.
A fidelidade de Deus, apesar de nossa desobediência e contradição, é evidente em toda a Escritura e durante toda a nossa vida. Ele será fiel; Ele promete.

Promessas nas Escrituras

Saberás, pois, que o Senhor, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos. (Dt 7.9)

O Senhor é fiel em todas as suas palavras e santo em todas as suas obras. (Sl 145.13)

Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. (Hb 10.23)

SEU LEGADO DE ORAÇÃO

“És nossa irmã; sê tu a mãe de milhares, e que a tua descendência possua a porta dos seus inimigos”
(Gn 24.60)

Medite
Gênesis 27

Louve a Deus
Diferentemente de Isaque, que só teve uma benção para dar aos filhos, Deus tem bênçãos específicas destinadas a cada um de nós.

Agradeça
Porque Deus não espera até que estejamos aperfeiçoados para nos colocar em seus planos.

Confesse
Sua tendência de controlar o futuro, em vez de confiar em Deus para direcioná-la de acordo com o que Ele tem planejado para você.

Peça a Deus
Que a impeça de ter favoritos entre seus filhos e que a faça confiar que Ele tem um plano generoso para cada um.

Eleve o coração
Gaste alguns minutos, semanalmente, para escrever um cartão de benção a cada um de seus filhos. Use um cartão simples ou enfeite-o com adesivos ou desenhos. (Se não tiver filhos, pode fazer isso para algum sobrinho ou para qualquer outra criança de seu relacionamento). Comece orando por seus filhos pedindo as bênçãos de Deus sobre eles. A seguir, escreva as bênçãos que sente que Deus lhes quer dar. Coloque os cartões de bênçãos debaixo do travesseiro deles ou ao lado do prato no jantar., Diga-lhes que essas são algumas das coisas que está pedindo a Deus para a vida deles. Não deixe de guardar uma cópia de cada cartão para orar regularmente pelas bênçãos.


Oração
“Senhor, tu nos dá poder para abençoar nossos filhos mediante nosso exemplo, nossos ensinamentos, nosso amor e nossas orações. Que nossos filhos venham a superar-nos na fé. Que em todas as dificuldades que enfrentarem sejam capazes de sentir tua proximidade, e que a alegria deles se renove a cada manhã. Possa cada um ser uma pessoa que atraia outros a ti. Amém.”

Esposa de Ló

Esposa De Ló - A Que Olhou Para Trás
Valdenira Nunes de Menezes Silva

"Então o Senhor fez chover enxofre e fogo, do Senhor desde os céus, sobre Sodoma;
E destruiu aquelas cidades e toda aquela campina, e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da terra.
E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal" (Gênesis 19:24-26).

Observando estes três versículos de Gênesis 19, vemos o triste fim de duas cidades, Sodoma e Gomorra, onde reinava a prostituição. Mas vemos também o terrível juízo de Deus sobre a mulher de Ló por causa de um simples gesto seu... ela olhou para trás.

Tudo começou com uma decisão de Ló.
Estava havendo entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló, muitas contendas. Para evitar esta briga entre seus servos, Abrão, juntamente, com seu sobrinho Ló, apartaram-se. Disse Abrão a Ló: "Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; e se escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, eu irei para a esquerda" (Gênesis 13:9).

E a Bíblia ainda nos diz: "E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada... Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Ló para o oriente, e apartaram-se um do outro" (Gênesis 13:10-11).

Ló foi viver com sua esposa e suas filhas numa cidade grande, bonita, atrativa porém cheia de homens maus e pecadores.

Há quem diga que quando se começa a trabalhar em um curtume. logo de início, a pessoa se sente mal, vomita várias vezes e... tem vontade de desistir do emprego. Porém - e isto é que é estranho - depois de algum tempo, a pessoa já está tão acostumada com o mau cheiro que nem mais percebe. O organismo se acostumou e o mau cheiro parece que nem mais existe.
O mesmo deve ter acontecido com Ló, com sua esposa e com toda a sua família. Talvez tenham percebido que apesar de Sodoma ser uma bela cidade, os seus habitantes viviam, diariamente, pecando e em completo desacordo com os mandamentos do Senhor. Mas... com o passar do tempo, provavelmente, eles nem mais percebiam o quanto o pecado assolava aquela cidade.
A esposa de Ló era uma mulher rica e, certamente, se acostumou a viver nesta cidade cheia de pecados, luxúria e carnalidade.
Será que ela se apegou às coisas materiais?
Será que ela, realmente, gostava de viver nesta cidade?
Não sabemos quais são as respostas a estas perguntas mas ela, juntamente com Ló, escolheu viver ali. Até aquele momento, a Bíblia não nos relata que havia pelo menos um desta família querendo sair de lá. Eles estavam vivendo em Sodoma, apesar da depravação existente.

Irmã, muitas vezes, nós que somos mulheres de Deus, crentes no Senhor, vivemos em um ambiente onde o pecado existe mas nós nem percebemos, pois já estamos acostumadas. E, pior do que isso, praticamos todo tipo de pecado e dizemos... "Eu não acho nada demais!"
Será que nossos olhos e mente já não estão acostumados com...

Novela? Novelas onde vemos, e até mesmo torcemos pela "pobre esposa" que é maltratada por um marido mulherengo, que bate nela e que... de repente... aparece um "mocinho" que "a ama" e quer ficar com ela. Será que nós, realmente, não estamos tão acostumadas que nem percebemos que estamos torcendo para que haja um adultério?

Namoros avançados? Namoros avançados e até mesmo permitidos por pais "crentes" porque... "afinal de contas, meus filhos não podem ser diferentes de seus amigos!"
Em novelas, este tipo de namoro é tão comum que até mesmo nós, crentes, não achamos nada demais. Um mau exemplo é a novela da seis horas de uma determinada emissora de TV cujos personagens são jovens de colégios e universidades.

Irmã, eu não sei se existe alguma diferença entre a Sodoma onde vivia a esposa de Ló com toda a sua família e o mundo de hoje! Deus, com certeza, não está gostando de ver o mundo caminhando para um abismo sem volta. E, participando deste mundo, estão muitos que se dizem crentes e que sempre dizem... "Eu não acho nada demais!"
Tudo isto é muito triste! Precisamos estar alertas e alertar os nossos filhos, as nossas irmãs em Cristo para que não caiam de amor pelas coisas do mundo que são guiadas pelo inimigo das nossas almas. Que o Senhor nos proteja e nos dê sabedoria para vermos o que é certo e o que é errado de acordo com as Escrituras. Que o nosso andar diário seja agradável ao Senhor.

Pelo desfecho desta história, podemos imaginar que a mulher de Ló não se empenhou nas coisas espirituais, ensinando suas filhas a não andarem de acordo com o mundo, não se maravilharem com aquilo que desagradaria ao Senhor. Tudo indica que ela gostava de viver em Sodoma. Talvez ela vivesse dizendo a seu marido... "Eu não acho nada demais!"
Apesar da acomodação de Ló e de toda a sua família, Deus teve misericórdia dele e de todos os seus. Deus quis salvá-los da grande tribulação, apesar de não estarem pensando em se separar deste ambiente de luxúria. A esposa de Ló nem pensava que uma grande mudança estava para acontecer. Deus deu a ela uma oportunidade sem igual. Deus teve pena dela e de toda a sua família.

E você, irmã, está esperando com uma alegria indescritível a segunda vinda do nosso Senhor?
Você está preparada para, a qualquer momento, ser arrebatada juntamente com todos os salvos pelo sangue precioso do Cordeiro?
É minha oração a Deus que Ele não nos deixe ter prazer nas coisas deste mundo mas que digamos em nosso coração: "Maranata! Vem logo, Senhor Jesus!"

A família de Ló não passou pela grande tribulação que passaram aquelas pessoas que moravam em Sodoma. Eles foram retirados da cidade antes dos acontecimentos que a destruiriam. Estes acontecimento são um símbolo da segunda vinda de Cristo. Nós que somos salvos pelo sangue de Jesus não iremos passar pelos sete anos de tribulação que assolará a terra. Seremos arrebatados antes destes acontecimentos.

Não podemos afirmar, com certeza, que a esposa de Ló gostava de viver nesta cidade, pois, na verdade, foi seu esposo quem assim decidiu quando fez um acordo com Abrão. Mas vivendo ali, gostando ou não, eles receberam a visita de dois anjos enviados pelo Senhor. Eles disseram: "... Tens alguém mais aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora deste lugar; Porque nós vamos destruir este lugar, porque o seu clamor tem aumentado diante da face do Senhor, e o Senhor nos enviou a destruí-lo" (Gênesis 19:12-13).

Na manhã seguinte, os anjos apressaram Ló, sua esposa e suas filhas dizendo: "... Levanta-te, toma tua mulher e tuas filhas que aqui estão, para que não pereças na injustiça desta cidade. Ele, porém, demorava-se, e aqueles homens lhe pegaram pela mão, e pela mão de sua mulher e de suas duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e tiraram-no, e puseram-no fora da cidade. E aconteceu que, tirando-os fora disse: Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti, e não pares em toda esta campina; escapa lá para o monte, para que não pereças" (Gênesis 19:15-17).

"Não olhes para trás de ti" - dentre todas as palavras que os anjos disseram, estas foram as mais importantes porém não valorizadas pela esposa de Ló.
Será que eu e você as valorizaríamos se estivéssemos no lugar dela?

O ser humano tem atração por aquilo que é proibido. Infelizmente, nós que aceitamos Jesus como nosso Salvador ainda temos aquela natureza velha que tínhamos antes de nos tornarmos uma nova criatura. Cabe a mim e a você alimentarmos a natureza nova lendo a Palavra de Deus, orando ao Senhor, pedindo a Ele para nos livrar das tentações e procurando obedecer em tudo ao Senhor e ao que Ele diz na Bíblia.
Devemos sempre manter nossos olhos voltados para Deus, olhar para a Sua maravilhosa majestade e, então, perceber que as coisas que este mundo nos oferece são passageiras e fazem mal à nossa alma. Não devemos olhar para os prazeres desta vida, não devemos olhar para trás como fez a mulher de Ló, desobedecendo ao que os anjos lhe ordenara, mas olhar para o alto onde Jesus, por tanto nos amar, está preparando uma linda mansão para mim e também para você que já O aceitou como Salvador de sua vida. E, o melhor de tudo, é que iremos viver eternamente com Ele e com todos aqueles que amamos e que foram redimidos pelo Seu sangue. Amém!

Enquanto Ló e suas duas filhas olhavam para frente em direção às promessas que Deus lhes fizera, a sua esposa, talvez saudosa do que estava abandonando, "olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal" (Gênesis 19:26).

Minha irmã, muitas vezes nos apegamos tanto às coisas deste mundo que, quando estamos a ponto de perdê-las, olhamos para trás (com saudade) e esquecemos que temos um Deus que cuida de nós e que tem planejado para nós uma vida plena de paz e de alegria.
Não devemos esquecer nunca que Deus foi misericordiosos com Ló e sua família. Em Salmo 103:11 a Bíblia nos diz: "Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande a Sua misericórdia para com os que O temem."

A misericórdia de Deus está à nossa disposição. Se eu temo ao Senhor, Ele, então, é misericordioso comigo.
Mesmo se eu estivesse passando pelo "vale da sombra da morte, não temeria mal algum" porque o meu Deus está ali comigo e Sua misericórdia alcançaria o meu coração.
Mesmo se eu estivesse passando por situações difíceis de serem resolvidas, o Senhor estaria ali comigo, me consolando e até mesmo me carregando em Seus braços. Deus é o meu lugar seguro.

Sempre que leio esta passagem da Bíblia, onde vejo Ló fazendo sua decisão de ir morar em Sodoma e sua esposa virar uma estátua de sal, vejo o quanto é importante e muito sério eu me preparar para a segunda vinda de Cristo. Que eu possa dizer como o apóstolo Paulo...
"Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos que amarem a Sua vinda" (2 Timóteo 4:7-8). Amém!

A Esposa de Ló
Mara Bueno Consani

Seu caráter:
Era uma mulher rica, talvez mais apegada às coisas boas da vida do que deveria. Embora não haja qualquer indicação de que participasse do pecado de Sodoma, sua história deixa implícito que aprendera a tolerá-lo e que seu coração acabou dividido por causa disso.

Seu sofrimento:
Sua escolha levou-a ao castigo em vez da misericórdia, acabando por fazê-la rejeitar as tentativas de Deus para salvá-la.

Textos-chave:
Gênesis 18.16-19; 29 / Lucas 17.28-33

SUA HISTÓRIA
A mulher de Ló tinha apenas algumas horas de vida, embora não soubesse disso. Provavelmente, continuava sua rotina diária, como de costume, arrumando a casa, cozinhando e bisbilhotando a vida alheia com as vizinhas, sem suspeitar da tragédia prestes a desabar sobre ela.
Anos antes, ela se casara com o sobrinho de Abraão e o casal enriqueceu; eles possuíam muita terra e gado. Com o passar do tempo, instalaram-se confortavelmente em Sodoma, sentindo-se, ao mesmo tempo, desconfortáveis numa cidade tão perversa a ponto de o céu mandar anjos para investigar as acusações contra ela.
Ló estava na porta da cidade no momento em que os anjos chegaram. Depois de cumprimentar os estranhos, implorou que passassem a noite em sua casa, com medo do que poderia ocorrer com eles quando escurecesse.
A mulher de Ló deve ter também acolhido os estranhos cordialmente, pois a hospitalidade era um costume sagrado no mundo antigo. Então, pouco antes de irem dormir, devem ter ouvido as vozes. A princípio, palavras abafadas; depois gargalhadas estridentes e, finalmente, uma gritaria insuportável provocada por um grupo de homem que cercava a casa. Vozes ásperas gritavam para que Ló abrisse a porta e entregasse os hóspedes, a fim de que se divertissem com eles.
- Rogo-vos, meus irmãos, que não façais mal – gritou Ló em resposta.
A multidão furiosa queria, porém, satisfazer seus desejos. Ló fez, então, uma proposta de estarrecer:
- Tenho duas filhas, virgens, eu vo-las trarei; tratai-as como vos parecer, porém, nada façais a estes homens, porquanto se acham sob a proteção de meu teto (Gn 19:8).
No entanto, os homens de Sodoma recusaram-se a aceitar um “não como resposta e correram para a porta, tentando arrombá-la.
Os anjos, subitamente, estenderam a mão,. Fizeram Ló entrar e fecharam a portar, deixando os que estavam fora cegos. Os anjos perguntaram em seguida a Ló:
- Tens aqui alguém mais dos teus? Genro, e teus filhos e tuas filhas, todos quantos tens na cidade, faze-os sair deste lugar; pois vamos destruir este lugar (Gn 19.12-13a).
Os genros de Ló pensarem que ele estava brincando e recusaram-se a partir.
De madrugada, os anjos insistiram novamente com Ló para que se apressasse, a fim de que ele, a mulher, e as filhas não morressem com o resto da cidade. Mesmo assim, a família hesitou, até que os anjos agarraram a todos pela não e os arrastaram, insistindo:
- Livra-te, salva a tua vida; não olhes para trás, nem pares em toda a campina; foge para o monte, para que não pereças (Gn 19:17).
Quando Ló e sua família chegaram à pequena cidade de Zoar, o sol havia surgido sobre a terra e tudo em Sodoma achava-se envolto em fogo e enxofre. Homens, mulheres, crianças e rebanhos, tudo foi aniquilado. Um terrível juízo sobre o pecado.
Mas o juízo foi ainda pior do que Ló ou suas filhas compreenderam a princípio. Salvos, finalmente, devem ter olhado uns para os outros, aliviados por estarem todos bem. De repente, voltaram-se, espantados, percebendo que faltava um deles. Devem ter procurado, esperado com todas a forças, até que finalmente viram a silhueta branca de uma coluna de sal contra o céu, um monumento solitário na forma de uma mulher olhando para Sodoma.
Se você já viu fotos da antiga cidade de Pompéia, destruída pela erupção do Monte Vesúvio em 70 dC, na qual formas humanas foram preservadas até hoje pelo rio de lava que as matou onde estavam, pode imaginar o desastre que sobreveio à mulher de Ló.
Por que ela se voltou e olhou para trás, apesar do aviso do anjo? Seu coração continuaria apegado a tudo que deixara na cidade – uma vida confortável, despreocupada e prazerosa? Teria familiares presos ali? Ou apenas se deixou fascinar pelo trágico espetáculo que acontecia atrás dela? É possível que todas estas coisas combinadas fossem o motivo de seus passos ficarem mais lentos, de sua cabeça voltar-se e de seu corpo ser surpreendido pelo castigo do qual Deus queria poupá-la – ela preferiu o juízo em vez da misericórdia.
Jesus advertiu seus seguidores para se lembrarem da mulher de Ló: “assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar. Naquele dia, quem estiver no eirado e tiver os seus bens em casa não desça para tirá-los; e de igual modo quem estiver no campo não volte para trás. Lembrai-vos da mulher de Ló. Quem quiser preservar a sua vida perde-la-á; e quem a perder de fato a salvará” (Lc 17:30-33). Palavras severas lembrando uma história trágica, com o propósito de nos desviar das ilusões traiçoeiras da perversidade e de nos lançar em segurança nos braços da misericórdia.


SUA VIDA E SUA ÉPOCA
Sal
A história da mulher de Ló é bem triste, não é? Ela é menos lembrada pelo que foi – esposa, mãe, filha, irmã – do que pelo eu se tornou – uma estátua de sal. Apenas um olhar irresistível, mas proibido, para trás, a fim de ver o que estava acontecendo e virou sal! Um produto químico dos mais comuns usados no mundo todo.
A Palestina possuía ricos depósitos de sal, que justificavam lugares com nomes como Mar Salgado (também conhecido como Mar Morto), Vale do Sal e Cidade do Sal. Os romanos, provavelmente, consideravam Israel uma conquista valiosa apenas por causa do sal disponível ali.
Os hebreus usavam o sal para temperar a comida: “Comer-se-á sem sal o que é insípido?” (Jó 6:6). As mulheres hebréias esfregavam as crianças recém-nascidas com sal ou as lavavam com ele: “No dia em que nasceste, não te foi cortado o umbigo, nem foste lavada com água para te limpar, nem esfregada com sal, nem envolta em faixas” (Ez 16.4). O sal era um acompanhamento necessário para qualquer sacrifício de cereais do Antigo Testamento: “Toda oferta dos teus manjares temperarás com sal” (Lv 2:13).
A palavra sal é usada apenas seis vezes no Novo Testamento, todas elas simbólicas. Jesus nos lembrou de que, como cristãos, somos o sal da terra (Mt 5.13; Mc 9.50; Lc 14.34). Nossas atitudes e atos são capazes tanto de purificar como de temperar nosso ambiente. Quando respondemos amavelmente a alguém que não é delicado, temperamos nosso mundo com sal. Quando tratamos com bondade uma criança irritada, temperamos nosso lar com sal. Quando consolamos os que sofrem e os solitários, quando encorajamos os desanimados ou acalmamos os perturbados, temperamos nosso mundo com sal. Como seguidoras de Cristo, somos saleiros (espero que saleiros cheios!), ocupadas em salpicar nosso mundo com o sal que dá sabor à vida.


SEU LEGADO NAS ESCRITURAS

Leia Gênesis 19.1-3
11. Ló convidou aqueles homens para sua casa sem sequer consultar a esposa. Que tipo de lar você acha que a mulher de Ló formara com o marido e as filhas ?
12. Como você reage quando alguém em sua casa convida um hóspede inesperadamente? Você é amável? Estressada? Hostil?

Leia Gênesis 19.4-8
13. O que você acha da sugestão feita por Ló de dar as filhas aos que tentavam invadir sua casa, em vez dos hóspedes? Em sua opinião, que reação a mulher de Ló teve?
14. Por que Ló fez esta proposta? Tenha em mente que, segundo a cultura daquele tempo, ao abrir a casa a hospedes, ele garantia não só o conforto, como também segurança a eles.
15. Você acha que a época em que vivemos é mais ou mesmo degenerada do que a registrada aqui? Por quê?

Leia Gênesis 19.15-16
16. Por que você acha que Ló hesitou? O que ele estaria pensando?
17. Você já hesitou em fazer algo que sabia ser da vontade de Deus? Por quê? O que aconteceu?

Leia Gênesis 19.17,26
18. Embora advertida para não olhar para trás, a mulher de Ló não conseguir resistir e fez isso. Por que você acha que ela fez isso? Estava triste? Com medo? Curiosa?
19. Na atitude da mulher de Ló podemos ver nossas próprias reações quando lamentamos decisões erradas, ficamos tristes por causa de oportunidades perdidas, desejamos a restauração de relacionamentos rompidos. Ao olhar para trás, não somos capazes de ver o que está à nossa frente. Talvez não nos transformemos em estátuas de sal, mas acabaremos atoladas em algum lugar. Você passa muito tempo olhando para trás? O que fazer para deixar o passado de lado, desfrutar o presente e planejar o futuro?





SUA PROMESSA

Deus prometera a Abraão que pouparia a cidade de Sodoma, se pudesse encontrar apenas dez justos nela, mas nem dez puderam ser achados ali. Assim, Deus enviou seus anjos a Sodoma para resgatar Ló e sua família (Gn 18) da iminente destruição. Como todos ficaram hesitantes até o último minuto, os anjos tiveram de tomar Ló, sua mulher e suas duas filhas pela mão e arrastá-los para fora da cidade.
Deus sabia que Abraão estava pensando em Ló quando suplicou que as cidades fossem poupadas mesmo que só cinqüenta, quarenta, trinta, vinte ou dez justos fossem encontrados? A misericórdia de Deus foi estendida a Ló por amor a ele ou por amor a Abraão? Não sabemos. O que a Bíblia diz é que a misericórdia divina foi concedida a Ló e a sua família,. Essa misericórdia está também à sua disposição, mesmo nas piores ocasiões, ns situações mais difíceis, ns circunstâncias mais adversas. Deus está ali, estendendo a mão para levá-la a um lugar seguro.


Promessas nas Escrituras

[...] “pegaram-no os homens pela mão, a ele, a sua mulher e as duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e o tiraram, e o puseram fora da cidade”. (Gn19.16)

[...] “o Senhor se aparte do ardor da sua ira, e te faça misericórdia, e tenha piedade de ti.” (Dt13.17)

[...] “e não farei cair a minha ira sobre ti, porque eu sou compassivo, diz o Senhor, e não manterei para sempre a minha ira.” (Jr 3.12)


SEU LEGADO DE ORAÇÃO

“Como, porém, [Ló] se demorasse, pegaram-no os homens pela mão, a ele, a sua mulher e as duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e o tiraram, e o puseram fora da cidade. Havendo-os levado fora, disse um deles: Livra-te salva a tua vida;não olhes para trás, nem pares em toda a campina; foge para o monte, para que não pereças.” (Gn 19:16-17)

Medite
Gênesis 19.1-26

Louve a Deus
Porque embora odeie o pecado, Ele ama a misericórdia.

Agradeça
Pela maneira como Deus mostrou misericórdia a você e aos membros de sua família.

Confesse
Qualquer tendência para ignorar a voz de Deus por preferir fazer a sua própria vontade.

Peça a Deus
Que a graça nunca deixe de fluir em sua vida por causa de seu apego ao pecado.

Eleve o coração
Numa sociedade como a nossa, é raro encontrar alguém que não seja apegado ao conforto. Examine seu nível de apego, ficando uma semana longe da televisão, de jornais, de revistas, de catálogos de compras e de shopping centers. Em vez disso, separe um tempo e um lugar em sua casa para passá-lo em oração e em louvor diante de Deus. Peça ao Senhor que revele quaisquer vícios ou dureza de coração que possam ter-se desenvolvido em seu espírito. Diga a Ele que deseja ser uma mulher livre e flexível para responder-lhe pronta e rapidamente.


Oração
“Senhor, tu me chamas para viver no mundo sem aceitar o estilo de vida do mundo. Ajuda-me a viver de modo a preservar a minha liberdade para seguir-te onde quer que me levares e da forma com que me conduzires. Se eu deixar para trás um monumento, que seja ele um memorial de fé, jamais de insensatez. Amém.”